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De acordo com a informação publicada pelo INE, o saldo positivo das contas públicas voltou a crescer em 2025, reforçando a trajetória de excedentes iniciada no ano anterior. Em termos absolutos, o excedente aumentou cerca de 200 milhões de euros face a 2024.

Em percentagem do Produto Interno Bruto (PIB), o saldo das administrações públicas fixou-se em 0,7%, ligeiramente acima dos 0,6% registados em 2024. Esta evolução traduz uma melhoria moderada da posição orçamental do Estado.

"O INE confirmou também que, em 2025, a dívida pública ficou, pela primeira vez em 16 anos, abaixo dos 90% do PIB situando-se em 89,7% do produto", revela.

Abordou também a "diminuição do rácio da dívida pública em quase 4 pontos percentuais" reforçando a "resiliência da economia a choques externos e reduzindo encargos com os juros. Estes resultados são uma grande vitória de Portugal. Portugal continua a afirmar-se no plano internacional como um país de contas equilibradas, previsíveis e com excedentes orçamentais. São resultados absolutamente históricos".

Miranda Sarmento lembra que nos últimos dois anos foi "repetidamente afirmado, no debate político e público, que o Governo estaria a esgotar a margem orçamental" e que a "redução de impostos, a valorização de carreiras na função pública e o reforço das prestações sociais colocariam as contas públicas em risco".

O ministro responde que a "narrativa estava errada" e "não só não esgotamos a margem orçamental, mas foi reforçada de forma consistente".

"Este não é um ponto de chegada, é um passo no caminho da responsabilidade", acrescenta. O "resultado é mérito das famílias e das empresas" e não "assenta em medidas temporárias, mas numa trajetória consistente de controlo de despesas e crescimento da receita por via da atividade económica".

O excedente, segundo o ministro, assenta em três fatores fundamentais: "evolução robusta da receita; gestão rigorosa da despesa pública e uma estratégia orçamental previsível".

"O excedente orçamental resulta de uma política consistente de equilíbrio entre responsabilidade e crescimento", sublinha.

Deixa ainda o aviso que é "fundamental que Portugal mantenha o equilíbrio das contas públicas e a redução da dívida pública e só isso permitirá encarar crises com confiança reforçada e manter uma trajetória prudente num contexto externo exigente".

Sobre a economia de 2026 diz "saber o impacto muito negativo das tempestades" e também o "reforço da despesa no âmbito do compromisso com a NATO" e agora o conflito no Irão e o seu impacto na energia, conflito que ao perdurar no tempo terá consequências mais negativas".

No final diz que este "Governo está para o que der e vier" com o objetivo de "manter o equilíbrio das contas públicas, mas sem deixar de acudir às pessoas". Sem esquecer um contexto atual mais difícil, mas que não desvia o Governo da "estratégia orçamental focada numa trajetória sustentável da divida pública".

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