A meta foi anunciada pelo primeiro-ministro Li Qiang durante a apresentação do relatório de trabalho do Governo na sessão de abertura da Assembleia Nacional Popular, o principal órgão legislativo do país.

No documento, o Executivo reconhece os progressos recentes, mas sublinha a persistência de "dificuldades e desafios", apontando a crise prolongada no setor imobiliário, a procura interna fraca e o agravamento dos riscos geopolíticos como fatores que condicionam a trajetória económica.

Nos últimos três anos, Pequim tinha fixado objetivos de crescimento de "cerca de 5%". Em 2025, a economia chinesa registou uma expansão de 5%. Ao optar agora por um intervalo, o Governo procura flexibilizar a resposta das políticas macroeconómicas ao longo do ano.

O relatório destaca ainda que o comércio livre enfrenta "fortes ameaças", referindo o impacto das tarifas impostas pelos Estados Unidos. Apesar disso, a China tem diversificado destinos de exportação, mitigando parcialmente o efeito das restrições no mercado norte-americano.

No plano interno, o Governo reconhece um desequilíbrio acentuado entre oferta e procura, bem como a necessidade de acelerar a transição para novos motores de crescimento, num momento em que se inicia um novo ciclo do plano quinquenal.

A sessão anual da Assembleia Nacional Popular, que reúne cerca de 3000 delegados, deverá igualmente aprovar o plano quinquenal até 2030, definindo prioridades económicas e políticas, incluindo o reforço da economia doméstica e a aposta na tecnologia, alinhada com a estratégia do Presidente Xi Jinping de posicionar a China como líder global em inovação.