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A quebra surge após uma ligeira descida na semana anterior e representa uma inversão pontual na evolução recente dos preços. Ainda assim, o cabaz composto por 63 produtos essenciais mantém-se em níveis elevados face aos últimos anos.
Desde o início de 2026, o mesmo cabaz ficou 11,81 euros mais caro, o que corresponde a um aumento de 4,88%. Em termos homólogos, a subida é de 5,95%. Já face a 2022, a diferença é mais expressiva: hoje paga-se mais 65,93 euros, o equivalente a uma subida de 35,13%.
Na última semana, os maiores aumentos percentuais registaram-se no atum posta em óleo vegetal (18%), na cebola (9%) e no alho seco (8%), apesar da descida global do cabaz.
A análise indica ainda fortes subidas em termos anuais em produtos como o carapau, o robalo e a couve-coração, que continuam entre os alimentos com maior pressão inflacionista no cabaz alimentar.
Desde o início da monitorização em 2022, destacam-se aumentos acumulados particularmente elevados na carne de novilho para cozer, nos ovos e na couve-coração, refletindo uma tendência estrutural de subida dos preços dos alimentos essenciais nos últimos anos.
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