Em declarações à SportTV, o dirigente destacou que o percurso dos dragões foi sustentado por “coesão, crença no título e manutenção dos princípios”, mesmo em fases de menor rendimento. “Nunca houve momentos de crise, guerra interna, houve sempre coesão, crença no título”, afirmou.
Villas-Boas sublinhou ainda o papel da estrutura do clube, desde as áreas desportiva e financeira à jurídica e comercial, considerando que o FC Porto dispõe de uma equipa “de nível europeu” que trabalha de forma coordenada na transformação do clube.
O presidente portista destacou também decisões desportivas ao longo da época, como a integração de reforços identificados pela estrutura técnica e pelo scouting, referindo jogadores como Pablo Rosario, Fofana, Jan Bednarek e Victor Froholdt, entre outros.
Sobre os momentos mais marcantes da temporada, Villas-Boas apontou dois jogos em particular: os golos frente ao Sporting CP e ao Famalicão, ambos em partidas que terminaram empatadas, mas que viveu com grande intensidade. Destacou ainda a vitória em Braga, considerando-a decisiva para a afirmação da rota do título.
O dirigente realçou igualmente o impacto das lesões de jogadores como Samu e Luuk de Jong, sublinhando que tiveram influência sobretudo nas competições europeias, onde o FC Porto não conseguiu atingir a final.
Apesar disso, Villas-Boas considerou que o percurso global da equipa foi de excelência. “Não é recorde de pontos, mas é quase como se tivesse sido. É excecional em toda a linha”, afirmou.
O presidente destacou ainda o crescimento do clube a nível de sócios e assistência, apontando um aumento anual de cerca de 20% e recordes de ocupação no estádio, sublinhando que o sucesso da equipa é também “uma vitória dos adeptos”.
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