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Artan, de 34 anos, tinha sido selecionado para integrar o quadro de árbitros do torneio, mas foi barrado no Aeroporto Internacional de Miami e encontra-se atualmente na Turquia, após decisão das autoridades de imigração norte-americanas.

Segundo a FIFA, o organismo não tem intervenção nos processos de entrada no país organizador, sublinhando que a atribuição de vistos e autorizações de entrada compete exclusivamente às autoridades do Estado anfitrião. A federação acrescentou que foi informada de que o visto do árbitro não será revisto nesta fase.

As autoridades dos Estados Unidos não divulgaram oficialmente os motivos da recusa de entrada. No entanto, a Somália integra uma lista de países sujeitos a restrições de viagem impostas por Washington no âmbito de medidas de segurança nacional.

Nascido em Mogadíscio, Artan cresceu em contexto de guerra civil e em condições de acesso limitado ao desporto, tendo construído a sua carreira na arbitragem internacional até se afirmar como um dos nomes em ascensão no futebol africano. Estava prestes a tornar-se o primeiro árbitro somali a participar numa fase final de um Mundial.

Em reação, o juiz agradeceu o apoio da FIFA e da Confederação Africana de Futebol (CAF), afirmando manter-se focado na carreira. “Vou continuar a trabalhar ao mais alto nível e espero poder regressar a futuras competições”, declarou em comunicado.

A ausência de Artan representa uma das primeiras baixas confirmadas no quadro de arbitragem do Mundial de 2026, num caso que levanta também questões sobre o impacto das políticas migratórias na composição das equipas técnicas do torneio.

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