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Mundial de Boxe, que arrancou esta quinta-feira em Liverpool, ficou marcado por uma polémica que atinge diretamente a delegação francesa. Nenhuma atleta francesa foi incluída na lista oficial de participantes, depois de não terem apresentado a tempo os resultados de testes genéticos obrigatórios para confirmar a elegibilidade das competidoras femininas.

Segundo o The Guardian, a Federação Francesa de Boxe (FFBoxe) recebeu a 21 de julho a indicação de que todas as atletas femininas deveriam entregar um exame de “feminilidade” no momento da inscrição para o torneio. Porém, a legislação francesa não permite que este tipo de testes seja realizado dentro ou fora do país sem prescrição médica. Perante esse obstáculo, a federação recorreu a um laboratório em Leeds, no Reino Unido, recomendado pela própria World Boxing.

Apesar da garantia de que os resultados seriam entregues no prazo de 24 horas, a resposta atrasou-se. Como consequência, as atletas francesas — tal como algumas de outras delegações estrangeiras — ficaram fora da competição.

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A World Boxing, entretanto, contrapôs que todas as federações nacionais foram informadas a 21 de agosto da obrigatoriedade dos testes e dos prazos a cumprir. Em nota oficial, sublinhou que “a receção dos resultados pode levar até 48 horas” e que qualquer teste concluído depois de 1 de setembro colocaria em risco a inscrição no sorteio e na competição. A entidade acrescentou ainda que, nas últimas três semanas, trabalhou com várias federações para facilitar o acesso a laboratórios no Reino Unido, através dos quais diversas atletas conseguiram validar a sua participação.

De recordar que, desde maio, a World Boxing exige testes genéticos obrigatórios a todas as atletas maiores de 18 anos, alegando razões de equidade e segurança. A decisão tem sido alvo de críticas, mas o presidente da organização, Boris van der Vorst, reafirmou esta semana que a medida visa garantir a justiça competitiva.