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"José Mourinho diz que está mais calmo, por isso, quando o resto do banco de suplentes se esvaziou, numa corrida pela linha lateral para celebrar o golo aos 90 minutos que finalmente garantiu a vitória no seu primeiro jogo no comando do Real Madrid em 4.380 dias, deixou-se estar. Em vez disso, cerrou os punhos, levantou-se e caminhou pela linha lateral atrás dos reservas", escreve o jornalista sobre o jogo de ontem.

"Apesar de todas as estrelas; apesar de a principal tarefa de Mourinho ter sido, talvez, encontrar uma forma de encaixar em conjunto Kylian Mbappé, Vinícius Júnior e Jude Bellingham; apesar de ter apresentado Yan Diomande, o jogador mais caro da história do clube; foi um jovem de 21 anos, Carlos Espí, desconhecido há seis meses e contratado inesperadamente ao Levante, que marcou o golo que garantiu a vitória no regresso do técnico ao comando da equipa."

"O primeiro jogo de Mourinho desde a vitória por 4-2 sobre o Osasuna, em maio de 2013, começou com os fotógrafos a abandonarem os seus lugares atrás da baliza para o rodearem no banco de suplentes" e "terminou com ele a abraçar o treinador do Espanyol, Manolo González, a cumprimentar o árbitro e a descer rapidamente para o túnel".

Sid Lowe recorda que haverá "testes mais difíceis para esta equipa" e "provas mais difíceis para o temperamento de Mourinho".

"Quando o Real Madrid defrontou o Benfica na primavera, Mourinho descreveu a sua passagem por lá como 'três anos difíceis, intensos e, por vezes, violentos'. Mas a questão da nostalgia é que, à medida que o mau se distancia, apenas o bom permanece. Mourinho disse que 'não é o tipo de homem que sente falta de alguma coisa', alguém que tem 'arrependimentos'; muitos, porém, sentiram a sua falta, principalmente o presidente Florentino Pérez. Na sua visão do mundo, os técnicos são, na sua maioria, um mal necessário. O português é praticamente o único treinador de quem realmente gostou."

"Apesar de, no final, não conseguirem mesmo continuar, até certo ponto Pérez sempre se sentiu atraído pelo regresso de Mourinho. Agarrava-se à ideia de que o sucesso do Real Madrid após a sua saída – seis títulos da Liga dos Campeões em 11 anos – era mérito seu, que tinha tornado tudo possível. Ele tinha mostrado o caminho."

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