Em comunicado, a promotora da MotoGP informou que o Grande Prémio do Qatar, previsto originalmente para 10 a 12 de abril, foi reagendado para 6 a 8 de novembro, devido à instabilidade provocada pela guerra no Irão. Esta alteração obrigou ao adiamento das duas últimas provas da temporada.
Com esta reorganização, o Grande Prémio de Portugal passa a realizar-se no Autódromo Internacional do Algarve entre 20 e 22 de novembro, enquanto o Grande Prémio de Valência decorrerá uma semana depois, de 27 a 29 de novembro, encerrando o campeonato.
"Esta decisão foi tomada com grande cuidado e em coordenação com os nossos parceiros. A nossa principal preocupação é a segurança e o bem-estar de todos os envolvidos no MotoGP, bem como assegurar que o campeonato decorre sob os mais altos padrões", afirmou Carmelo Ezpeleta, diretor-geral da MotoGP.
O responsável espanhol agradeceu ainda aos organizadores das provas de Portimão e de Valência pela "flexibilidade demonstrada", sublinhando que essa colaboração permitiu "uma transição suave no calendário".
A decisão contou com o apoio da Federação Internacional de Motociclismo (FIM), presidida pelo português Jorge Viegas.
"Apoiamos totalmente esta decisão de reagendar o GP do Qatar. Tendo em conta a atual situação geopolítica, a salvaguarda dos pilotos, equipas, comissários e adeptos deve estar sempre em primeiro lugar", declarou Jorge Viegas, mostrando-se confiante de que o acerto no calendário permitirá a realização da prova do Qatar "em segurança e nas melhores condições".
Portugal mantém, assim, o estatuto de palco decisivo da reta final do Mundial de MotoGP, acolhendo uma das últimas corridas da temporada num contexto de forte expectativa desportiva e impacto internacional.
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