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Depois de realizados três Grandes Prémios nesta temporada de 2026, Austrália, China e Japão, a FIA e os principais intervenientes da F1 (equipas, construtores, fabricantes de motores) chegaram a acordo para ajustes aos regulamentos de 2026.

Na qualificação há ajustes aos parâmetros de gestão de energia, incluindo uma redução da regeneração máxima permitida de 8MJ para 7MJ, com o objetivo de reduzir a regeneração excessiva de energia e encorajar uma pilotagem mais consistente. Assim, espera-se que esta alteração produza menos cliping.

A potência máxima foi aumentada para 350 kW, anteriormente fixada em 250 kW, o que pretende reduzir ainda mais o tempo gasto em regeneração e diminui a carga de trabalho dos pilotos na gestão de energia. Esta medida será igualmente aplicada em condições de corrida.

Por falar em corrida, nesta situação, a potência máxima disponível através do Boost passa a estar limitada a +150 kW, o que permite restringir diferenciais de desempenho súbitos. Já o MGU-K mantém-se a 350 kW nas zonas-chave de aceleração, mas ficará limitado a 250 kW nas restantes partes da volta.

As medidas pretendem reduzir velocidades de aproximação excessivas, mantendo as oportunidades de ultrapassagem e as características gerais de desempenho.

Para os arranques de corrida foi desenvolvido um novo sistema, denominado 'deteção de arranque de baixa potência', capaz de identificar carros com aceleração anormalmente baixa logo após a libertação da embraiagem. Assim, é acionada de forma automática o MGU-K para garantir um nível mínimo de aceleração e mitigar os riscos associados aos arranques, sem introduzir qualquer vantagem desportiva. Para completar este sistema, há um aviso visual, luzes intermitentes na traseira e lateral dos monolugares, para alertar os pilotos atrás.

O número de provas em que podem ser aplicados limites de energia alternativos mais baixos foi aumentado de oito para doze, permitindo uma maior adaptação às características do circuito.

Em termos de segurança, principalmente em condições adversas, a entrega máxima do ERS será reduzida, limitando o binário e melhorando o controlo do carro em condições de baixa aderência. Em termos de sistemas de iluminação, na parte traseira dos monolugares há sinais visuais mais claros e consistentes, de forma a melhorar a visibilidade e o tempo de reação dos pilotos que seguem atrás em condições adversas.

Em relação às mantas de aquecimento dos pneus intermédios, as temperaturas foram aumentadas, na sequência do feedback dos pilotos, com o objetivo de melhorar a aderência inicial e o desempenho dos pneus em piso molhado.

Para o presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem, "embora tenhamos enfrentado uma pausa inesperada no calendário devido a circunstâncias alheias ao desporto, todas as partes mantiveram-se plenamente empenhadas em agir no melhor interesse da F1. Mais do que nunca, os pilotos estiveram no centro destas discussões, e gostaria de lhes agradecer pelo seu contributo valioso ao longo deste processo".

"A segurança e a equidade desportiva continuam a ser as prioridades máximas da FIA. Estas alterações foram introduzidas para resolver os problemas identificados nas primeiras provas e para garantir a integridade e a qualidade contínuas da competição", explicou. "Aguardamos agora com entusiasmo o resto do que promete ser uma emocionante temporada de 2026", finalizou.

A nota no site da FIA também incluiu que "estas propostas finais serão agora submetidas a uma votação eletrónica do Conselho Mundial do Desporto da FIA, com vista à sua implementação antes do Grande Prémio de Miami, a 3 de maio, com exceção das propostas relativas ao início das corridas, que serão testadas e analisadas durante esse fim-de-semana".

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