Acompanhe toda a atualidade informativa em 24noticias.sapo.pt
Segundo a entrevista dada ao Jornal de Negócios, Piteira Lopes explicou que o plano prevê um contrato de gestão do direito de superfície do circuito por 50 anos, com possibilidade de extensão até 75 anos. Em troca, o município propõe pagar 12,5 milhões de euros, distribuídos em rendas mensais ao longo do período do contrato.
Os valores têm por base as avaliações da Parpública e para o autarca estão reunidas as condições para que o Estado entregue a gestão do circuito ao município. Para Piteira Lopes, o autódromo é um ativo relevante não apenas para o concelho, mas também para o país.
Agora, se a Parpública aceitar a proposta, o próximo passo é o de lançar um concurso público internacional para selecionar operadores privados dispostos a investir cerca de 150 milhões de euros na valorização do circuito e da sua envolvente, algo “absolutamente necessário fazer intervenções em toda a infraestrutura”, revelou o Piteira Lopes.
Todo este plano tem como objetivo no futuro o regresso da F1 ao circuito: “se conseguirmos concluir as negociações no início de 2026 e lançar a parceria com privados ainda no primeiro semestre, em 2028 podemos estar em condições de receber a F1”, afirma o presidente do município.
A autarquia está também a negociar com o Ministério da Justiça a aquisição de terrenos contíguos ao circuito, com cerca de 25 hectares, com o objetivo de criar uma grande área de estacionamento de apoio aos grandes eventos.
Além da atividade desportiva, a proposta apresentada por Cascais prevê uma utilização mais diversificada do espaço, incluindo novas valências ligadas à formação técnica, ao património automóvel e ao aproveitamento de áreas do recinto que, atualmente, não têm qualquer tipo de utilização.
Também recordar que o primeiro-ministro, Luís Montenegro, já tinha demonstrado o desejo de que o campeonato voltasse a terras lusas, quando na rentrée do PSD, no Algarve, confirmou a "formalização de uma proposta para o regresso da F1 em 2027".
Mais recentemente, o responsável máximo da F1, Stefano Domenicalli, também já confirmou o interesse de Portugal, e também de países como a Turquia e Alemanha, mas revelou que "aqueles que se sentam à mesa precisam de ter poder financeiro".
"Hoje, a situação é diferente de há alguns anos, não apenas pelo que é necessário para entrar na F1, mas também pelo que deve ser investido. Não podemos esquecer-nos de que estamos a pressionar muito pela sustentabilidade: todos os promotores devem estar prontos para cumprir os padrões de neutralidade carbónica a partir de 2030. É muito difícil. Além de alguns, poucos, casos, devo dizer que cerca de 90% dos promotores recebem contribuições dos seus governos ou de entidades públicas. Sem esse apoio, é muito difícil", concluiu.
De recordar que a F1 esteve em Portugal, primeiro entre 1958-1960, entre os circuitos Urbano da Boavista, no Porto, e Monsanto, em Lisboa. No final do século, no circuito do Estoril, entre 1984-1996, antes da prova voltar a ser retirada do calendário devido ao incumprimento das exigências de segurança da FIA. Mais recentemente, a F1 regressou a Portugal no Autódromo Internacional do Algarve, entre 2020 e 2021.
__
A sua newsletter de sempre, agora ainda mais útil
Com o lançamento da nova marca de informação 24notícias, estamos a mudar a plataforma de newsletters, aproveitando para reforçar a informação que os leitores mais valorizam: a que lhes é útil, ajuda a tomar decisões e a entender o mundo.
Assine a nova newsletter do 24notícias aqui.
Comentários