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Desde 1950 que a F1 anda nas estradas, mas foi em 1961 que houve a primeira grande mudança. A capacidade dos motores passou a ser 1.5 litros e os carros passaram a pesar no mínimo 450 quilogramas.

A evolução continuou ao longo dos anos. Em 1977,  havia o revolucionário Lotus 78 de Colin Chapman, naquela que ficou conhecida como a era do efeito solo. Todos andaram à procura de inovar e chegar aos míticos Lotus, levando a que em 1983 fossem banidos a favor de um plano de fundo. A mudança de regulamentos haveria de chegar em novembro de 1982, com a maior parte do pelotão já em processo avançado de fazer o carro para 1983. Em apenas seis semanas, a Brabham e o BT52, com um motor turbo da BMW, venceram a prova inaugural do Mundial, o GP do Brasil, com Nelson Piquet.

Os tais motores turbo acabaram banidos em 1989 a favor da fórmula de 3.5 litros. Nesta era de V10, houve a famosas batalhas entre Alain Prost e Ayrton Senna, sendo que foi em nesse mesmo ano que o título acabou decidido no Japão, na penúltima ronda do Campeonato, apósum  incidente entre os dois no circuito de Suzuka.

Mas a era de ouro dos motores McLaren-Honda ainda teve mais alguns capítulos. Os anos 1990 foram marcados pela evolução da eletrónica. Ajudas à pilotagem passaram a ser bastante comuns, com o Williams FW15C a ser a maior personificação: suspensões ativas, controlo de tração, assistência à travagem, direção assistida, entre muitas outras ajudas.

Em 1994, numa tentativa também de controlar custos, a Fórmula 1 decidiu banir tudo o que era ajuda eletrónica. Um dos anos mais negros da modalidade, com as mortes de Roland Ratzenberger e Ayrton Senna no Grande Prémio de San Marino, a F1 ainda fez mais algumas mudanças durante a temporada. 
Cada vez mais perto do século XXI, em 1998, voltou-se a implementar uma mudança de regulamento, carros mais estreitos e fim dos pneus slick. Assim chegaram os pneus com rasgos, para que as velocidades excecionais abrandassem.

Onze anos volvidos, em 2009, chega uma nova era na F1, mais focada na aerodinâmica e com a reintrodução de pneus slick. Dos restos da equipa de fábrica da Honda nasceu a Brawn GP e um dos últimos contos de fadas da F1, com a pequena equipa, que acabou por se tornar na Mercedes de hoje, a vencer o campeonato de pilotos com Jenson Button, com um carro equipado com o famoso duplo difusor. Foi também o ano zero do novo sistema KERS - Kinetic Energy Recovery System - que transformava a energia gerada durante uma travagem num pequeno aumento, limitado, de potência.

Chegou 2014 e os gritantes motores da F1 desapareceram. A era turbo híbrida foi anunciada, com as equipas agora a equiparam um motor V6 turbo, de 1.6 litros, e unidades de potência híbrida. 
Nestas unidades, destaque para a introdução do MGU-K, para recuperação de energia cinética durante a travagem, e o MGU-H, para recuperação da energia térmica dos gases de escape.

Em 2017, os carros cresceram em largura, comprimento e tornaram-se mais rápidos. Mais carga aerodinâmica, pneus mais largos e com mais aderência, os novos carros conseguiram quebrar onze recordes de pistas durante 2017: Azerbaijão, Mónaco, Áustria, Grã-Bretanha, Bélgica, Singapura, Malásia, Rússia, EUA, México e Brasil.

O ano de 2022 fez regressar mais uma era de efeito solo, que tinha sido banido em 1983, com várias mudanças para tentar reduzir o efeito do ar sujo, facilitando que o carros conseguissem seguir uns aos outros. 
Assim, chegamos a 2026. Os motores mantém-se iguais, mas há mudanças no que toca à distribuição: agora a potência é gerada numa relação de 50% - 50%. 50% da parte elétrica e 50% do motor de combustão interna. Estas mudanças refletem-se na perda do MGU-H. Com a componente elétrico no motor a ter mais preponderância é introduzido o Boost e o Recharge.

Os carros voltam a ser encurtados, mais leves, com menos carga aerodinâmica e uma altura ao solo maior. O DRS, Drag Reduction System, é substituído pelo Overtake Mode, com os carros a contarem agora com Active Aero, ou seja, a habilidade de ajustar a asa dianteira e traseira em pontos diferentes de uma pista

A nova era da F1 começa já neste fim-de-semana, com o Grande Prémio da Austrália, disputado nas ruas da cidade de Melbourne.

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