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O estudo, apresentado esta quinta-feira no Fórum do Legado Olímpico, em PyeongChang, na República da Coreia, reforça que os Jogos Olímpicos continuam a gerar benefícios duradouros para as cidades e comunidades anfitriãs.

O relatório — intitulado “Mais de 125 anos de locais olímpicos: uso após os Jogos” — analisa 982 instalações que acolheram competições, cerimónias e aldeias olímpicas em 53 edições dos Jogos, de Atenas 1896 a Pequim 2022.

Segundo comunicado do COI, os locais olímpicos mantêm-se ativos em diferentes funções, desde atividades desportivas — como treino e competição — até usos culturais, de lazer e comunitários.

“Temos orgulho em confirmar que 86% dos locais olímpicos permanecem em uso hoje — uma prova clara do legado duradouro dos Jogos”, afirmou Christophe Dubi, diretor-executivo dos Jogos Olímpicos do COI. “Os resultados falam por si: as edições mais recentes estão a criar legados mais fortes e sustentáveis para as cidades e comunidades anfitriãs.”

“Ao estudar como os locais olímpicos são utilizados após os Jogos, identificámos estratégias para maximizar o seu valor a longo prazo”, acrescentou Marie Sallois, diretora de Sustentabilidade do COI. “O uso contínuo e multifuncional mantém as instalações ativas e relevantes. Ao dar prioridade a locais existentes ou temporários, e construir apenas quando há uma necessidade clara e duradoura, as cidades-sede podem alinhar os Jogos com os seus objetivos de desenvolvimento”.

Tokyo 2020 e Pequim 2022: legado total

O relatório destaca especialmente as duas edições mais recentes dos Jogos: Tóquio 2020 e Pequim 2022, onde 100% dos locais permanentes continuam em uso.

Em Tóquio, todas as 33 instalações permanentes estão a ser utilizadas — incluindo cinco herdadas dos Jogos de 1964, como o Estádio Nacional de Yoyogi e o Parque Equestre. Cada uma delas tem planos de legado e operadores ativos, acolhendo tanto eventos comunitários como competições internacionais.

Em Pequim, os 16 locais permanentes dos Jogos de Inverno de 2022 — dos quais quatro foram originalmente construídos para os Jogos de 2008 — continuam em operação, agora adaptados para desportos de gelo e atividades culturais e recreativas.

Tendência para a sustentabilidade

O relatório também revela que 87% dos complexos olímpicos mais emblemáticos, como estádios, piscinas, velódromos e aldeias olímpicas, permanecem em uso. A proporção de locais temporários aumentou nas últimas décadas, refletindo o compromisso do COI em evitar construções desnecessárias e reduzir o impacto ambiental.

De acordo com o COI, esta estratégia está em linha com a Agenda Olímpica, que promove edições mais sustentáveis e integradas nas necessidades locais.

Os Jogos de Paris 2024, por exemplo, utilizaram 95% de locais existentes ou temporários, reduzindo para metade a pegada de carbono em comparação com Londres 2012 e Rio 2016. Já Milão-Cortina 2026 aproveitará infraestruturas existentes e a experiência italiana em competições de inverno, enquanto Los Angeles 2028 será a primeira edição sem a construção de um único local permanente novo, num modelo de “reutilização radical” que privilegia a eficiência e a sustentabilidade.

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