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O corredor britânico da equipa NSN Development, Finlay Tarling, de 19 anos, morreu durante a oitava etapa da Volta a Portugal, em consequência de um acidente em Arcozelo, na zona de Ponte de Lima, que envolveu uma viatura extra-caravana, cujo condutor não terá respeitado a sinalização das autoridades, seguindo no sentido contrário ao da corrida.
Segundo confirmou à agência Lusa o Comando Territorial da GNR de Viana do Castelo, a viatura estava a circular: "um ligeiro de mercadorias estava na via a circular no sentido contrário ao da prova e o ciclista embateu", adiantou.
A vítima "teve morte imediata" e foi assistida pela equipa que dá assistência à prova e, depois, pela viatura médica de emergência e reanimação (VMER) do Alto Minho, que declarou o óbito.
Numa publicação no X, a equipa NSN revelou estar "de coração partido".
A organização da Volta a Portugal lamentou a morte do corredor britânico através de uma publicação no Facebook. "Neste momento de profunda consternação, a organização da Volta a Portugal e a Federação Portuguesa de Ciclismo expressam as suas mais sentidas condolências à família de Finlay Tarling, aos seus companheiros de equipa, à NSN Development Team e a todos os seus amigos e entes queridos", lê-se na publicação.
A organização informou ainda que a etapa foi suspensa e que a cerimónia de pódio prevista para esta sexta-feira não se irá realizar em "sinal de respeito e luto".
“É um momento de uma enorme consternação. É um jovem com apenas 19 anos que perde a vida a praticar este desporto apaixonante. É um momento muito triste da história da Volta Portugal, que não é inédito, mas é um momento muito triste e que lamentamos profundamente”, afirmou José Soares, vice-presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo, em declarações à RTP. “Gostaria de sublinhar e de agradecer profundamente a atitude das pessoas, milhares de um lado e de outro da estrada, que nestes últimos 20 quilómetros se mantiveram e aplaudiram os corredores que restavam. Demostraram com isso um sentimento enorme de gratidão”, garantiu.
Cândido Barbosa, o presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo, considerou a morte do atleta um “momento muito difícil” para a modalidade. Em declarações transmitidas pela RTP, expressou “profundas condolências à família e colegas e a toda a comunidade do ciclismo”.
O Presidente da República, António José Seguro, já manifestou pesar pela morte do jovem ciclista. Numa nota publicada no site da Presidência, Seguro expressa solidariedade à Direção da Volta a Portugal e à Federação Portuguesa de Ciclismo, "que enfrentam um dos momentos mais dolorosos da história da prova" e saúda "as decisões tomadas em memória e em respeito pelo atleta".
Também o primeiro-ministro, Luís Montenegro, já enviou condolências à família, à equipa e ao pelotão. "É uma notícia que nos deixa extremamente abalados", escreveu o primeiro-ministro numa publicação no X.
O Comité Olímpico de Portugal manifestou também pesar pela morte do ciclista: "Este inesperado e trágico acontecimento, ocorrido durante a prática da modalidade a que o atleta dedicava o seu talento e paixão, deixa um marco profundamente triste para o desporto português. O COP expressa as mais sentidas condolências à família, amigos e equipa de Finlay Tarling, e a toda a comunidade do ciclismo", lê-se numa nota publicada no sítio oficial do organismo na Internet.
Finlay Tarling nasceu no País de Gales a 2 de outubro de 2006. Era irmão do também ciclista Finlay Tarling.
(Artigo atualizado às 21h40)
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