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Patrick Morais de Carvalho anunciou, através das redes sociais, a recandidatura à presidência do Clube de Futebol “Os Belenenses” nas eleições de 24 de outubro.

A cumprir o quarto mandato e 12 anos na liderança do clube lisboeta, o dirigente estabelece como principal meta para o triénio 2026/2029 o regresso do emblema da Cruz de Cristo, atualmente na Liga 3, ao principal escalão do futebol português.

E, caso seja eleito, abrirá o capital da Sociedade Desportiva Unipessoal por Quotas (SDUQ) a um investidor minoritário, um parceiro já identificado, conforme anunciou num vídeo publicado no Facebook.

Na mesma publicação, elencou, num exercício próximo de um Estado da Nação da sua governação, o percurso das divisões distritais do futebol português — a sétima divisão — até à Liga 3, o Plano Especial de Revitalização (PER), com “275 credores e 8,7 milhões de euros de dívidas” à Autoridade Tributária e à Segurança Social, os salários em atraso, cuja resolução está “quase concluída”, e a batalha jurídica com o Belenenses SAD, entre outros temas que marcaram a sua liderança desde 2014.

Assumindo, na primeira pessoa, “por inteiro a responsabilidade ” de os “últimos três anos não correram exatamente como queríamos”, o candidato inclui nesse mea culpa as duas últimas promoções falhadas.

Patrick Morais de Carvalho diz sentir-se agora na “obrigação moral” de apresentar um plano viável para o regresso à principal liga do futebol português.

“Queremos voltar a acreditar que é possível ver o nosso clube na primeira liga e queremos fazê-lo preservando e reforçando aquilo que também faz parte da nossa identidade, o ecletismo dos Belenenses e a aposta nas modalidades”, afirmou o presidente, reeleito em junho de 2023 com 85,56% dos votos dos associados.

“Acionista minoritário significa mesmo acionista minoritário”

Na publicação, com mais de seis minutos, Patrick Morais de Carvalho reforçou que a SDUQ, “detida a 100% pelo clube”, cumpriu o seu papel. A recuperação económica e desportiva permitiu “recuperar o futebol profissional, organizá-lo e criar as bases para voltar a crescer”, explicou.

Mas a realidade atual obriga a uma nova via. A mudança de paradigma no futebol português, ao nível das “exigências financeiras, desportivas e organizacionais”, leva o clube a dar um novo passo. E este passa pela abertura do capital da SDUQ a um parceiro estratégico.

“Chegou a hora de abrirmos o capital da nossa sociedade desportiva e acolhermos um acionista minoritário”, revelou Patrick Morais de Carvalho.

“Um parceiro que acrescente músculo financeiro, que é o que nos tem faltado, e que traga conhecimento nas áreas fundamentais do futebol moderno”, identificou, apontando a “gestão, área comercial, comunicação e marketing”, listou.

“Sempre disse que não avançaríamos se não encontrássemos uma entidade com credibilidade, capacidades financeiras e conhecimento e que tivesse respeito pela história, identidade e especificidade do Belenenses”, garantiu.

“Encontrámos esse parceiro”, anunciou, ressalvando a linha vermelha previamente definida. “Acionista minoritário significa mesmo acionista minoritário. O Belenenses manterá sempre a maioria do capital e o controlo do futebol profissional. Esta é e continuará a ser, para nós, uma linha vermelha que não pode ser ultrapassada”, garantiu.

O candidato deixa ainda uma garantia. “Os sócios continuam a ser os donos do destino da nossa instituição”, sublinhou.

O ato eleitoral do Clube de Futebol “Os Belenenses” realiza-se a 24 de outubro. Patrick Morais de Carvalho é, até ao momento, candidato único.

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