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Numa entrevista a uma televisão francesa, Zelensky disse que o total corresponde a mortes oficialmente confirmadas no campo de batalha, incluindo militares profissionais e mobilizados. O chefe de Estado sublinhou, no entanto, que as perdas reais da Ucrânia são superiores, uma vez que existe um elevado número de pessoas oficialmente dadas como desaparecidas.

A última atualização pública sobre baixas militares tinha sido feita em dezembro de 2024, quando Zelensky apontou para 43 mil mortos. Dados do Ministério do Interior ucraniano indicavam, há cerca de seis meses, mais de 70 mil pessoas desaparecidas, entre civis e militares, sem que seja conhecida a distribuição exata. As autoridades admitem que o número real de vítimas mortais poderá ser mais elevado, dado o impacto destes dados na moral do país.

As declarações surgem num momento em que decorrem esforços diplomáticos para pôr fim ao conflito. O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem liderado uma iniciativa de mediação, com enviados norte-americanos a manterem negociações com representantes russos e ucranianos em Abu Dhabi. O enviado especial Steve Witkoff classificou as conversações como “detalhadas e produtivas”, embora reconheça que persistem obstáculos significativos.

A principal divergência continua a ser a questão territorial, com Moscovo a exigir que a Ucrânia ceda o controlo do restante território da região oriental do Donbas. Apesar disso, foi alcançado um novo acordo para a troca de prisioneiros de guerra, envolvendo 314 detidos, a primeira troca deste tipo em cinco meses.

As negociações decorrem num contexto de renovados ataques russos à Ucrânia, incluindo à infraestrutura energética, numa altura em que o país enfrenta temperaturas extremas.

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