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Numa carta publicada no portal oficial da Presidência da Ucrânia, Volodymyr Zelensky apelou a um diálogo direto com Vladimir Putin como forma de pôr termo à guerra que opõe os dois países desde fevereiro de 2022.
“A Ucrânia propõe acabar com esta guerra através de um envolvimento direto entre nós — entre si e eu. Estou a propor uma reunião”, escreveu o chefe de Estado ucraniano.
Zelensky acrescentou que Kiev está disposta a aceitar “um cessar-fogo total durante todo o período das negociações”, numa tentativa de criar condições para um avanço diplomático.
As conversações entre a Rússia e a Ucrânia encontram-se praticamente paralisadas há vários meses. Os esforços de mediação liderados pelos EUA perderam ímpeto, num contexto marcado pelo conflito entre Israel e o Irão, que tem absorvido grande parte da atenção diplomática internacional.
As anteriores rondas negociais realizadas em Istambul, Abu Dhabi e Genebra não produziram progressos significativos, sobretudo devido às divergências em torno da questão territorial e da configuração de um eventual acordo pós-guerra.
Na mesma carta, Zelensky propôs ainda uma troca integral de prisioneiros de guerra entre os dois países. Segundo o presidente ucraniano, uma operação de “todos por todos” poderia constituir “um bom prólogo para o fim da guerra”.
Até ao momento, o Kremlin não reagiu publicamente à proposta. A carta foi divulgada enquanto Vladimir Putin participava num encontro com jornalistas em São Petersburgo.
Zelensky tem defendido repetidamente a realização de uma reunião cara a cara com o líder russo, argumentando que apenas negociações ao mais alto nível poderão desbloquear um entendimento sobre as questões territoriais.
Por seu lado, Putin já afirmou anteriormente que apenas admitiria encontrar-se com o presidente ucraniano quando estivesse preparado um acordo de paz suscetível de ser assinado pelas duas partes.
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