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Com várias quintas já a iniciar o corte das uvas mais precoces, multiplicam-se os relatos de pequenos e médios produtores que receberam comunicações das casas compradoras a informar que não irão adquirir uvas, quer para vinho do Porto quer para vinho de mesa. Segundo as associações do setor, esta situação repete-se pelo terceiro ano consecutivo.

Durante o protesto, os viticultores exibiram tarjas com mensagens como “Viticultores do Douro em luta, preços justos”, “A Região Demarcada do Douro merece ser tratada com dignidade” e “O Douro não está à venda”, evidenciando o sentimento de urgência que atravessa a região.

O presidente da Avadouriense, Vítor Herdeiro, afirmou que a manifestação “é mais do que justa”, alertando para casos de produtores que não encontram compradores para a totalidade da sua produção. Já Vítor Rodrigues, da Confederação Nacional da Agricultura, reforçou que as cartas de recusa voltaram a chegar este ano, ainda que mais tarde, defendendo a necessidade de um novo modelo que valorize a produção.

Entre as soluções apontadas está a reativação da medida “uva para destilar”, recomendada pela Assembleia da República e implementada pela primeira vez em 2025. A medida prevê um apoio de 50 cêntimos por quilo de uva entregue para produção de vinho destinado à destilação, funcionando como mecanismo de segurança para evitar desperdício e garantir rendimento mínimo aos viticultores.

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