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A fase Delta, que se prolonga até ao final de setembro, mobiliza o maior dispositivo do ano. Nos próximos três meses, estarão no terreno mais de 15 mil operacionais, entre bombeiros, sapadores florestais, militares da Guarda Nacional Republicana e equipas da Proteção Civil, apoiados por mais de 3.400 viaturas.
No plano aéreo, o dispositivo contará com 81 meios, destacando-se a estreia operacional de dois helicópteros Black Hawk da Força Aérea Portuguesa. Está também previsto o alargamento do uso de substâncias químicas retardantes a cinco centros aeronáuticos, uma medida que visa reforçar a capacidade de travar rapidamente a progressão das chamas em incêndios de maior dimensão.
A maior preocupação das autoridades centra-se na região Norte, que concentra a maioria dos mais de 14 mil hectares já ardidos em 2026, e na zona de Leiria, fortemente afetada pela queda massiva de árvores após a passagem de uma depressão meteorológica no início do ano. A acumulação de material combustível nestas áreas é vista como um fator adicional de risco para incêndios de grande intensidade.
As estatísticas provisórias indicam que a área de floresta destruída nos primeiros meses deste ano representa o pior registo nacional desde 2017, ano marcado por incêndios de consequências trágicas. A tutela sublinha que a ativação antecipada do contingente máximo pretende reforçar a prevenção, acelerar a resposta inicial e minimizar o impacto de um período que se prevê exigente, tanto do ponto de vista meteorológico como operacional.
As autoridades apelam ainda à colaboração da população, lembrando que comportamentos de risco continuam a estar na origem de uma parte significativa das ignições registadas em território nacional.
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