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Na sede do Chega, o líder e fundador do partido confirmou a recandidatura anunciada em 12 de setembro, justificando-a com a necessidade de continuar "o trabalho feito até agora para levar o partido a vitórias eleitorais". André Ventura defendeu que a postura que o partido tem tido "é o caminho certo": "É o caminho de não ceder, de não amenizar, de não afrouxar, de não fazer cedências desnecessárias e de continuar com o mesmo espírito de combate e com o mesmo espírito de determinação".
"É esse espírito que pretendo levar ao próximo congresso. Acho que voltarmos atrás, nesta fase, é um erro que ficaria historicamente marcado na democracia portuguesa. A ideia de nos tornarmos uma espécie de PSD um pouco mais firme ou de nos tornarmos uma espécie de partido institucionalizado à direita, entrincheirado nas causas tipicamente da direita e só da direita, incapaz de dialogar com os outros campos políticos mostrou onde os nossos adversários foram parar. Portugal precisa de um partido popular abrangente, de rutura e antissistema", defendeu.
"Deixarmos de ter a firmeza que temos apenas levará ao condicionamento e à consideração por muitos de que somos iguais aos outros. Na minha perspetiva, aquilo a que os partidos do sistema chamam moderação é uma aproximação ao conluio de interesses e à corrupção instalada de sistema que temos em Portugal há 50 anos", acrescentou.
A Direção vai propor ao Conselho Nacional que a próxima reunião magna do Chega se realize nos dias 8, 9 e 10 de maio. A reunião do Conselho Nacional deverá oficializar a marcação da convenção para o mês de maio, bem como o local, que "ainda não está definido".
Esta vai ser a primeira convenção do Chega desde que o partido subiu a segunda maior força no parlamento e depois do resultado de André Ventura nas eleições presidenciais.
A última Convenção Nacional do partido aconteceu em janeiro de 2024, em Viana do Castelo, e a eleição dos órgãos nacionais do Chega nessa reunião magna foi invalidada pelo Tribunal Constitucional (TC). O mesmo tinha sido decidido em relação à convenção anterior. O TC tem vindo também a chumbar as sucessivas alterações aos estatutos do partido, pelo que atualmente são válidos os originários.
André Ventura indicou que este congresso vai voltar a tentar alterar os estatutos por forma a "modernizar o partido face aos seus novos desafios".
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