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De acordo com o sindicato que representa os trabalhadores da comunicação social, citado pela BBC, todos, exceto um, trabalhavam para organizações de comunicação estrangeiras e foram libertados ainda na segunda-feira, sendo que um repórter foi deportado. Os jornalistas foram detidos por forças de segurança venezuelanas na área da Assembleia Nacional, nos arredores desta e no bairro de Altamira, todos na capital, Caracas.

Entre os detidos, pelo menos dois foram levados por agentes da contrainteligência militar venezuelana, enquanto outros ficaram sob custódia do serviço de inteligência do país. Segundo o sindicato, os jornalistas tiveram os equipamentos revistados, os telemóveis inspecionados e as publicações e mensagens nas redes sociais lidas.

Dois repórteres, um colombiano e outro espanhol, também foram detidos na fronteira com a Colômbia, perto de Cúcuta, sendo mantidos em comunicação restrita durante várias horas antes de serem libertados para o território colombiano.

O sindicato classificou os incidentes como “alarmantes” e apelou à libertação de 23 profissionais de media que permanecem detidos na Venezuela. O acesso a jornalistas estrangeiros no país tem sido historicamente restrito, com poucos a receber vistos para trabalhar em território venezuelano.

A detenção dos jornalistas ocorre pouco depois de Delcy Rodríguez ter assumido como presidente interina e de declarar estar disponível para cooperar com a administração Trump, que anunciou recentemente a intenção de “controlar” a Venezuela.

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