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Em Luanda, onde participa na 7.ª Cimeira entre a União Europeia e a União Africana, o chefe da diplomacia portuguesa assegurou que, até ao momento, não foram feitos pedidos de regresso a Portugal por parte da comunidade luso-venezuelana.
Segundo o ministro, citado pela Lusa, "não há nenhuma notícia que possa, em qualquer caso, ser perturbadora para a comunidade portuguesa, portanto, a situação está perfeitamente calma e normalizada". Rangel reforçou ainda que "as informações em relação à comunidade portuguesa são perfeitamente, neste momento, tranquilizadoras".
Apesar deste cenário, o Governo admite estar a seguir o assunto com particular atenção, sobretudo desde que começaram a intensificar-se as tensões entre os Estados Unidos e a Venezuela. A instabilidade tem levado a TAP e outras companhias aéreas a cancelar voos de e para o país, depois de Washington ter recomendado cautela no sobrevoo do território venezuelano devido a uma “situação potencialmente perigosa”.
Paulo Rangel reconheceu que a suspensão de ligações aéreas pode criar dificuldades adicionais para quem planeava viajar, mas sublinhou que não há, por agora, qualquer impacto relevante. "Com esta suspensão de voos, que (...) ainda não é sequer generalizada, possa vir a acontecer que pessoas que estavam a pensar voltar (...) possam vir a ter alguma dificuldade suplementar (...). Mas até este momento não há nada digno de registo ou que esteja relacionado com esta situação", afirmou.
Os Estados Unidos mantêm, desde agosto, uma presença militar reforçada na região, oficialmente justificada pelo combate ao tráfico de droga. Nos últimos meses, os confrontos já terão causado mais de 70 mortos.
Do lado de Caracas, o regime de Nicolás Maduro acusa Washington de promover uma "ameaça de invasão" e uma tentativa de desencadear uma "mudança de regime" no país.
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