A medida surge num momento de forte pressão e ceticismo de familiares e organizações de direitos humanos, que mantêm vigílias em frente à prisão desde o início de fevereiro. Nos últimos dias, um grupo de detidos na Zona 7 iniciou uma greve de fome para exigir a libertação, e familiares anunciaram que também se unirão à greve a partir das 6h00 locais deste sábado.

A proposta da lei de amnistia, atualmente em discussão no parlamento, poderá levar à libertação de um número significativamente maior de detidos quando for aprovada, sendo apresentada como um passo para a reconciliação nacional e para aliviar as tensões políticas no país.

A situação dos presos políticos na Venezuela continua a gerar preocupação. Segundo a ONG Foro Penal, centenas de pessoas permanecem detidas por motivos políticos, com cerca de 431 libertações verificadas desde o início de janeiro, enquanto ainda há dezenas de detidos à espera de soltura em várias prisões, incluindo a Zona 7, onde familiares relatam que as promessas ainda não foram cumpridas.

Organizações de direitos humanos e partidos da oposição, como o Vente Venezuela, liderado pela vencedora do Prémio Nobel da Paz 2025, María Corina Machado, criticaram a falta de transparência no processo de libertação e alertam para o impacto psicológico e social da incerteza sobre as famílias dos detidos.