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O prazo para a apresentação de propostas terminou na sexta-feira, sem que qualquer interessado cumprisse o montante exigido. Em declarações à Lusa, citadas pelo Observador, o administrador de insolvência, Jorge Calvete, confirmou que “não houve propostas que atingissem o valor mínimo”, pelo que a alienação do ativo irá prosseguir.

O processo de venda está a ser conduzido pela KPMG, contratada pela massa insolvente, através de um modelo de propostas em carta fechada. Contactada, a consultora recusou prestar esclarecimentos sobre o processo.

A unidade industrial, localizada no distrito de Santarém, foi colocada no mercado nove meses após a declaração de insolvência da empresa. A operação inclui o edifício, maquinaria e equipamentos, estando previsto que a adjudicação seja feita à proposta mais elevada, desde que cumpra as condições definidas, como prazos e eventuais garantias.

Segundo o presidente da Comissão de Credores, Paulo Valério, o objetivo passa pela venda do conjunto industrial como um todo, mantendo a lógica de valorização integrada do ativo. Ainda assim, o valor base fixado, 10 milhões de euros, está acima da avaliação mais recente do complexo, estimada em 8,59 milhões de euros.

A fábrica de Montalvo, que chegou a empregar cerca de 260 trabalhadores, cessou a produção em janeiro de 2025 e foi declarada insolvente no mês seguinte, na sequência da retirada das licenças de produção e comercialização da marca em Portugal.

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