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Os 16 detidos começaram a ser identificados em primeiro interrogatório judicial no Campus da Justiça, em Lisboa. Entre os detidos estão 15 polícias, incluindo dois chefes da PSP, e um civil, segurança de uma discoteca.

O advogado do civil detido argumentou que a detenção do cliente tinha sido feita sem fundamentos legais. O juiz de Instrução Criminal concordou com o pedido de habeas corpus e determinou a libertação do homem, que saiu sem qualquer medida de coação, segundo o representante legal, citado pela RTP.

A investigação envolve suspeitas de tortura grave, violação, abuso de poder e ofensas à integridade física qualificadas. À entrada do tribunal, o advogado Tiago Melo Alves, que representa quatro dos agentes detidos, afirmou que ainda é cedo para avançar explicações sobre o caso e disse que os polícias se sentem injustiçados.

A operação policial incluiu 30 buscas realizadas por 14 magistrados do Ministério Público, em cooperação com a PSP.

Até ao momento, foram detidos 24 agentes da PSP no âmbito deste processo. Nove encontram-se em prisão preventiva, dois já sabem que vão a julgamento e os restantes 15 foram detidos na terça-feira. O inquérito continua em segredo de justiça.

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