O executivo da UE, liderado por Ursula von der Leyen, vai discutir esta quarta-feira uma possível suspensão parcial do acordo comercial e repor certas tarifas sobre os produtos israelitas, avança o EL PAÍS. A suspensão do acordo comercial com Israel já tinha sido proposta pela Espanha e Irlanda em 2024, mas nessa altura a Comissão Europeia não avançou.

Agora, a situação na Faixa de Gaza está cada vez pior, com cerca de 65 mil civis mortos, e o exército israelita está a avançar em direção ao centro da capital da Faixa de Gaza, com um dos ministros de Netanyahu, o ministro da Defesa, Israel Katz, a celebrar como Gaza está "em chamas".

Bruxelas quer assim endurecer a sua posição em relação a Israel e a proposta de suspensão de partes do acordo comercial pode avançar com o apoio maioritário do Colégio de Comissários. Assim pode contornar o veto do representante da Hungria, o ultranacionalista Olivér Várhelyi, um dos mais leais a Israel.

A medida poderia então ser encaminhada para os Estados-Membros, onde exigiria a aprovação por maioria qualificada, de acordo com um relatório da UE. No entanto, a estrutura da proposta e o calendário para a sua implementação ainda estão a ser elaborados, explica uma fonte da UE ao mesmo meio de comunicação.

De notar que em 2024, o comércio bilateral com Israel ascendeu a 42,6 mil milhões de euros.