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Ao 15.º dia da guerra entre os EUA, Israel e o Irão, o conflito intensificou-se de forma significativa. Os EUA atacaram mais de 90 alvos militares na Ilha de Kharg, evitando danificar a infraestrutura petrolífera responsável por cerca de 90% das exportações de crude iraniano, enquanto Trump ameaçou destruir essa infraestrutura se o Irão continuasse a bloquear navios no Estreito de Ormuz.

Em resposta, o exército iraniano advertiu que poderia atacar portos nos Emirados Árabes Unidos, e um ataque com drones provocou um incêndio num hub petrolífero em Fujairah. Dois drones atingiram a embaixada dos EUA em Bagdade, aumentando ainda mais a tensão na região. Apesar de alguns petroleiros terem conseguido atravessar o Estreito de Ormuz, o Irão mantém-no praticamente bloqueado, ameaçando negociar em yuan chinês, o que provocou uma subida acentuada do preço do petróleo, com o Brent a atingir 101,18 dólares por barril. O Pentágono enviou uma Unidade Expedicionária de Fuzileiros para o Médio Oriente, numa tentativa de reforçar a presença militar americana.

Israel prossegue com ataques a alvos no Irão, incluindo postos de segurança e depósitos de armas, enquanto o Irão retaliou em países vizinhos, como o Líbano e Israel, causando várias mortes civis, incluindo crianças. O Hezbollah também lançou foguetes contra Israel, desencadeando novas operações israelitas no Líbano. A guerra provocou cerca de 1.300 mortos iranianos, principalmente civis, e milhares de deslocados no Líbano, enquanto os EUA organizaram evacuações e aconselharam cidadãos a abandonarem a região.

O plano inicial dos EUA e de Israel visava eliminar a liderança iraniana, incluindo Ali Khamenei. Os ataques mataram Khamenei e outros líderes, mas também eliminaram potenciais sucessores, revelando a complexidade do conflito. O regime iraniano consolidou o poder e respondeu com ataques, incluindo o bloqueio das exportações de petróleo, desencadeando uma crise energética global. Apesar disso, a administração Trump continua a considerar a guerra um sucesso, embora sem uma estratégia clara de saída; morreram 13 militares americanos e cerca de 140 ficaram feridos.

A interrupção do tráfego de petróleo pelo Estreito de Ormuz cortou até 20 milhões de barris por dia, disparando os preços globais de energia. Os EUA e aliados tentam libertar reservas estratégicas, mas a situação mantém-se crítica. O novo líder supremo do Irão, Mojtaba Khamenei, promete vingança, e entre a população iraniana não sinais imediatos de revolta, embora haja indignação pelos danos colaterais, incluindo escolas e museus. Legisladores e aliados americanos criticam a falta de clareza sobre objetivos e duração do conflito, enquanto Trump mantém-se otimista, sugerindo querer controlar a escolha da liderança iraniana e não descartando o envio de tropas. Em resumo, a guerra transformou-se num conflito aberto e de difícil controlo, com impacto regional e global, mortes civis, interrupções no transporte marítimo, crise energética e grande incerteza sobre a estratégia dos EUA e Israel.

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