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Quinta-feira foi dia de Greve Geral em Portugal, um dia depois, esta sexta-feira, o governo anunciou que pediu uma reunião com a UGT para discutirem a nova lei laboral?
O que aconteceu quinta-feira?
Uma Greve Geral que paralisou o país. Ou melhor, há quem diga que paralisou e há quem diga que não.
A paralisação decorreu com forte disputa narrativa entre Governo e sindicatos:
Posição das centrais sindicais
- Afirmaram que a greve foi “uma das maiores de sempre”.
- Divulgaram números muito expressivos: mais de três milhões de trabalhadores aderiram.
- Argumentaram que a resposta do “mundo do trabalho” foi inequívoca e que o Governo ficou sem margem para manter o pacote laboral.
Posição do Governo
- O ministro da Presidência, Leitão Amaro, apresentou uma leitura oposta: A “esmagadora maioria do país” estaria a trabalhar.
- A SIBS teria registado apenas menos 7% de transações.
- O trânsito para Lisboa caiu 5%, um impacto considerado residual.
E hoje?
A ministra do Trabalho convocou hoje a UGT para uma reunião na próxima terça-feira, tendo em vista continuar as negociações sobre o anteprojeto do Governo de reforma da legislação laboral, adiantou o ministério à agência Lusa.
"Apesar da realização da greve geral que interrompeu o processo negocial que estava em curso, a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social convocou hoje, um dia a seguir à greve geral, a UGT para uma reunião na próxima terça-feira, às 17h, para prosseguir as negociações", revela a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, citada na nota do ministério enviada à Lusa.
E houve já reações?
O presidente do Chega, André Ventura, anunciou esta sexta-feira, 12 de dezembro, que o seu partido votará contra o novo pacote laboral no parlamento se o Governo não ceder em matérias como o despedimentos e alterações na área da parentalidade.
Em declarações aos jornalistas à entrada de uma reunião com a Ordem dos Advogados, em Lisboa, André Ventura disse que o Chega se opõe a várias das medidas previstas no anteprojeto de revisão da legislação laboral apresentado pelo Governo e que, sem cedências do executivo, o partido não a aprovará.
“Se fosse como está agora, está mal, [o Chega] está contra. Porque está errado. É um ataque a quem trabalha, é um ataque a quem investe, é um ataque a quem se esforça. É tão simples como isto”, disse, após ser questionado sobre se o partido votará contra o diploma se não houver alterações.
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