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O mau tempo continua a afetar várias regiões do país, com chuva persistente, subida rápida dos rios, deslizamentos de terras e inundações, levando à ativação de planos de emergência e à realização de evacuações preventivas. Entre as 00h00 e as 23h00 de terça-feira, registaram-se 1.514 ocorrências, sobretudo relacionadas com inundações, quedas de árvores e movimentos de massas, sem vítimas a lamentar. Às 05h00 desta quarta-feira, estavam ativas 178 ocorrências, mobilizando mais de mil operacionais.
O Governo apelou às populações em zonas de risco para cumprirem as indicações das autoridades, nomeadamente pedidos de evacuação. O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) mantém vários distritos sob aviso laranja e amarelo devido à depressão Nils, que trouxe chuva intensa e vento forte.
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Coimbra
A presidente da câmara, Ana Abrunhosa, anunciou evacuações preventivas que poderão abranger cerca de três mil pessoas, devido ao risco iminente de rutura dos diques do Mondego.
Durante a madrugada, o Comando Sub-Regional reportou apenas algumas ocorrências, como quedas de árvores e movimentos de massas, mantendo-se a vigilância face ao risco de preia-mar. O primeiro-ministro, Luís Montenegro, dirige-se a Coimbra para reunir com a autarca e acompanhar a situação.
O comandante sub-regional da Proteção Civil de Coimbra, Carlos Luís Tavares, disse na CNN que as autoridades estão a aplicar o “príncipio da precaução” com a retirada de mais de 3500 pessoas dos concelhos de Coimbra, Soure e Montemor-o-Velho.
“O principio da precaução é agir e tirar as pessoas das zonas vulneráveis onde o risco de cheia possa acontecer ainda com maior impacto“, disse o responsável, avisando que, com 1800 metros cúbicos por segundo, os diques no Mondego estão “a atingir os limites”, nomeadamente, dois mil metros cúbicos por segundo.
Oeste
A proteção Civil alerta a população para se afastar das zonas ribeirinhas, com cinco estradas nacionais cortadas, incluindo troços da EN8, EN115, EN9, EN248 e EN361.
Em Torres Vedras, o rio atingiu níveis inéditos em Dois Portos e Runa, levando à retirada preventiva de pessoas da Ponte do Rol e à inundação de ruas na cidade e em A-dos-Cunhados. Em Alenquer, o rio galgou margens e provocou danos em habitações, incluindo o colapso de uma em Bogarréus, levando à evacuação de moradores e isolamento de localidades como A-dos-Carneiros.
Na Lourinhã, várias ruas estão cortadas e há sete desalojados e cinco deslocados.
Em Arruda dos Vinhos, o número de desalojados subiu para 51 devido a deslizamentos.
Aveiro
63 estradas estão interditas ou condicionadas, especialmente em Águeda e Estarreja.
Pombal
A depressão Kristin provocou danos em 70% a 80% das casas, com cerca de 15% da população sem eletricidade e dificuldades no abastecimento de água e telecomunicações. Apesar disso, todas as escolas reabriram, embora 31 das 35 tenham registado prejuízos. A vice-presidente da câmara apelou à necessidade de reforçar a resiliência das infraestruturas.
Costa da Caparica
Uma pedra desprendeu-se da arriba e atingiu um prédio, obrigando à retirada preventiva de 31 pessoas, sem registo de vítimas.
Lisboa
Na Graça, sete pessoas foram evacuadas preventivamente após um deslizamento de terras na Rua Damasceno Monteiro, recebendo apoio municipal para alojamento temporário.
Norte
A subida do caudal aproxima a Ribeira (Porto) e o Peso da Régua de cenários de cheia. No Porto, a cota atingiu 5,6 metros, com entrada de água em Miragaia, enquanto na Régua ultrapassou os 10 metros, aproximando-se do nível que poderá afetar a circulação rodoviária. A evolução dependerá da precipitação nas próximas horas, incluindo na vizinha Espanha.
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