Hungria
O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orban, disse, esta manhã, que o acordo assinado no domingo pela UE é pior do que o acordo EUA-Reino Unido, celebrado em maio.
"Isto não é um acordo... Donald Trump comeu a Von der Leyen ao pequeno-almoço. Foi isso que aconteceu e suspeitávamos que isso aconteceria", disse Orban.
"O presidente dos EUA é um peso pesado quando se trata de negociações, enquanto a presidente é um peso-pena."
França
O primeiro-ministro francês, François Bayrou, disse que o acordo UE-EUA, que apelidou de "acordo Van der Leyen-Trump", marca um "dia sombrio". (O nome de Ursula von der Leyen foi escrito incorretamente na mensagem de Bayrou).
"É um dia sombrio quando uma aliança de povos livres, reunidos para afirmar os seus valores comuns e defender os seus interesses, cede à submissão", disse Bayrou no X.
Também o o ministro francês delegado para a Europa, Benjamin Haddad, considerou o acordo "desequilibrado" e acusou Trump de "escolher a coerção econômica" e desconsiderar as regras da Organização Mundial do Comércio.
O ministro francês da Indústria e Energia, Marc Ferracci, também se mostrou relutante em relação ao acordo, mas disse que pelo menos trouxe "estabilidade".
Itália
A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, demonstrou alguma simpatia pelo acordo UE-EUA, mas disse que ainda precisa de "analisar os detalhes".
"Considero positivo que haja um acordo, mas se não vejo os detalhes não consigo julgá-lo da melhor maneira", disse à margem de uma reunião em Adis Abeba, na Etiópia.
Giorgia Meloni vê a tarifa de 15% como "sustentável, especialmente se essa percentagem não for adicionada a taxas anteriores, como foi planeado originalmente".
Roménia
O primeiro-ministro romeno, Ilie Bolojan, saudou o acordo comercial entre a UE e os EUA, de acordo com a Reuters, na BBC.
"O primeiro-ministro Ilie Bolojan saúda o acordo comercial alcançado e... considera que é um bom presságio", disse a assessoria de imprensa do governo romeno.
"Em primeiro lugar, além dos níveis de impostos alfandegários, o acordo elimina a atual incerteza que causava interrupções e incertezas nas relações comerciais transatlânticas."
Espanha
O primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez disse que apoia o acordo "sem qualquer entusiasmo", avança o The Guardian.
Pedro Sánchez diz que a Europa precisa de tirar lições desta situação e redobrar os planos para alcançar autonomia estratégica e desenvolver melhores laços comerciais com outros países, incluindo o bloco Mercosul.
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