Na quarta-feira, uma torrente de água, lama e detritos atingiu a região fronteiriça entre o Nepal e o Tibete, depois do colapso de um glaciar. Centenas de pessoas morreram e mais de mil continuam desaparecidas, entre elas portugueses, numa catástrofe que destruiu casas, estradas e pontes e deixou comunidades inteiras isoladas. As operações de busca e salvamento continuam esta quinta-feira.

Um dia depois, em Lisboa, a Câmara Municipal anunciou um reforço dos mecanismos de alerta para outro fenómeno natural de grande dimensão: um eventual tsunami.

A autarquia vai instalar ainda este ano mais duas sirenes de alerta na frente ribeirinha da cidade. Uma ficará no Jardim Sá da Bandeira, na freguesia da Misericórdia, e a outra junto à Estação de Santa Apolónia, perto do Museu do Lactário, em Santa Maria Maior.

A decisão inclui ainda a relocalização de uma sirene que atualmente está na Avenida Ribeira das Naus. O equipamento será transferido para o Miradouro do Chão do Loureiro, também em Santa Maria Maior.

Com estas alterações, Lisboa passará a ter seis sirenes de aviso à população em caso de tsunami. Além das três novas localizações, a rede contará com equipamentos na Praça do Império, em Belém, no Passeio Carlos do Carmo, em Alcântara, e na Doca de Alcântara/Santo Amaro, na Estrela.

A Câmara Municipal diz que o reforço pretende aumentar a capacidade de proteção de quem vive, trabalha ou visita as zonas da cidade mais suscetíveis a este fenómeno.

Mas a rede ainda não estará completa. O objetivo do executivo municipal é chegar às dez sirenes distribuídas pela frente ribeirinha de Lisboa durante o atual mandato.

Entre a catástrofe que ontem atingiu os Himalaias e o reforço anunciado hoje na capital portuguesa, há um mesmo elemento: a necessidade de estar preparado para fenómenos naturais que, quando acontecem, podem deixar pouco tempo para reagir.

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