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Em declarações à TSF, o secretário-geral adjunto da UGT, Sérgio Monte, acusou as confederações patronais de terem anunciado o encerramento do processo negocial, rejeitando que tenha existido uma rutura por parte do Governo ou da central sindical.

"O Governo, em momento nenhum, anunciou uma rutura negocial ou um encerramento das negociações. Curiosamente, quem anunciou o encerramento foram as confederações patronais", afirmou, acrescentando que as propostas apresentadas continuam "insuficientes" para permitir um acordo. Segundo o dirigente sindical, as matérias consideradas estruturantes pelo Executivo "praticamente estão imutáveis".

Sérgio Monte sublinhou ainda que a UGT nunca abandonou a mesa das negociações nem recusou dialogar. "Houve alguns avanços, mas poucos, que não permitiam à UGT estabelecer um acordo", disse.

Do lado patronal, o presidente da CCP, João Vieira Lopes, garantiu ao jornal Público que a confederação está disponível para responder ao apelo presidencial. "Da parte da CCP há abertura para responder ao apelo do senhor Presidente, se as restantes partes também estiverem interessadas", afirmou.

Esta terça-feira, o Presidente da República defendeu que o país necessita de "um acordo equilibrado" em matéria de legislação laboral, apelando a que representantes dos trabalhadores, dos empresários e o Governo retomem rapidamente o diálogo. "O meu apelo é que voltem a sentar-se para encontrarem uma solução que passe por um acordo equilibrado entre as partes", declarou.

Na véspera, o presidente da CIP, Armindo Monteiro, afirmou à RTP Notícias que as negociações sobre o pacote laboral tinham terminado sem acordo, responsabilizando a UGT pelo impasse.

Em sentido oposto, o Governo acusou a central sindical de estar "absolutamente intransigente" no processo negocial, assegurando, ainda assim, que irá "realizar todos os esforços para que seja possível um acordo", segundo fonte do Executivo citada pela Lusa após uma reunião técnica realizada no Ministério do Trabalho.

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