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Donald Trump declarou ter desclassificado centenas de documentos dos serviços de informações que, segundo afirmou, sustentam a alegada tentativa de Pequim de ter influenciado o resultado das eleições a favor de Joe Biden. No entanto, não apresentou provas de que os dados alegadamente obtidos pela China tenham sido utilizados para alterar sistemas de votação ou influenciar os resultados eleitorais. As avaliações anteriores da comunidade de informações dos EUA concluíram que a China não interferiu nas eleições de 2020, de acordo com a BBC.

No discurso, o presidente afirmou ainda que a China adquiriu ilegalmente informação pessoal de 220 milhões de eleitores e que dados eleitorais de 18 estados foram comprados, roubados ou alvo de ataques informáticos. Defendeu também que as máquinas de votação estão expostas à interferência de países como China, Rússia e Irão.

Em resposta, a Embaixada da China em Washington rejeitou as acusações, afirmando que Pequim "nunca interferiu nem interferirá" nas eleições presidenciais norte-americanas.

Os democratas acusaram Trump de procurar lançar dúvidas sobre a segurança das eleições intercalares de novembro. O líder da maioria democrata no Senado, Chuck Schumer, afirmou que "são os eleitores que escolhem os seus líderes", enquanto a antiga vice-presidente Kamala Harris acusou o Presidente de tentar minar a confiança dos cidadãos no sistema eleitoral.

As declarações de Trump coincidem com a divulgação de uma sondagem que indica uma taxa de aprovação de 37%, num contexto de preocupações dos eleitores com o custo de vida e a guerra em curso com o Irão.

O Presidente voltou ainda a defender a aprovação da SAVE America Act, proposta legislativa que restringe o voto por correspondência, exige prova de cidadania para o recenseamento eleitoral e documento de identificação com fotografia para votar, mas que continua bloqueada no Senado.

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