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Numa publicação extensa nas rede social Truth Social, Trump afirmou que a Marinha norte-americana vai “bloquear todos os navios” que tentem entrar ou sair do estreito, numa tentativa de travar aquilo que descreve como uma prática de “extorsão” por parte do Irão, que estaria a cobrar taxas ilegais de passagem. Segundo o presidente, qualquer embarcação que tenha pago essas taxas poderá ser intercetada em águas internacionais, o que levanta questões legais e de escalada militar.

Trump acrescentou que as forças norte-americanas vão também destruir minas marítimas que, segundo Washington, foram colocadas pelo Irão na zona, uma operação complexa e potencialmente demorada. Apesar de dizer que o bloqueio “começará em breve”, admitiu que a sua implementação total pode levar algum tempo, embora tenha garantido que a situação será “rapidamente resolvida”.

O presidente deixou ainda avisos diretos a Teerão: qualquer ataque contra forças dos EUA ou contra navios civis será respondido com força militar, agravando o risco de confronto direto. Esta retórica insere-se numa escalada mais ampla de tensões entre os dois países.

Trump indicou ainda numa entrevista à FOX News que a operação não será exclusivamente norte-americana. Referiu que vários países aliados deverão participar, mencionando explicitamente o Reino Unido como um dos que poderá enviar navios de desminagem para ajudar a tornar o estreito navegável. No entanto, até ao momento, não houve confirmação oficial por parte britânica. O presidente sugeriu ainda que a NATO poderá envolver-se, apesar de críticas anteriores à aliança por não apoiar suficientemente a estratégia dos EUA.

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