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A poucas horas de um novo ciclo de negociações com o Irão, o presidente norte-americano, Donald Trump, intensifica o tom e admite a possibilidade de retomar operações militares caso não seja alcançado um acordo.
Em declarações ao New York Post, Trump revela que os Estados Unidos estão a reforçar o armamento dos seus navios de guerra. “Estamos a carregar os navios com as melhores munições, as melhores armas alguma vez feitas, ainda melhores do que antes”, afirma, acrescentando que, na ausência de entendimento, essas capacidades serão usadas “de forma muito eficaz”.
As declarações surgem pouco depois de o vice-presidente, JD Vance, ter partido a bordo do Air Force Two rumo a Islamabad, capital do Paquistão onde lidera a delegação norte-americana nas negociações. JD Vance será acompanhado pelo enviado especial Steve Witkoff e por Jared Kushner, genro de Trump.
Segundo o presidente, o desfecho das conversações deverá ser conhecido em breve. “Vamos saber em cerca de 24 horas”, disse, referindo-se às expetativas quanto ao sucesso do encontro.
Do lado iraniano, é esperada a presença do ministro dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araghchi, e do presidente do parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf. Antes do conflito, Teerão tinha defendido o direito “inalienável” de enriquecer urânio, uma posição que continua a ser um dos principais pontos de discórdia.
Trump voltou a manifestar desconfiança em relação às autoridades iranianas, afirmando que “não se sabe se dizem a verdade”, acusando-as de apresentarem discursos contraditórios entre negociações e declarações públicas.
As negociações devem centrar-se em várias exigências de Washington, incluindo a entrega de cerca de 450 quilos de urânio enriquecido, o fim do apoio iraniano a grupos aliados na região e limitações ao programa de mísseis balísticos. Outro ponto central será a reabertura do Estreito de Ormuz à navegação internacional, considerada essencial pelos EUA para qualquer acordo de cessar-fogo.
Pelo outro lado, o Irão deve insistir no levantamento das sanções norte-americanas, num acordo que se antevê complexo e decisivo para evitar uma nova escalada militar na região.
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