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A escalada teve início no domingo, depois de o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, ter avançado com novos ataques contra Teerão e outras cidades iranianas, contrariando um pedido de Trump para evitar uma resposta militar. A ofensiva israelita ocorreu após o lançamento de mísseis iranianos em direção a Israel.

As trocas de ataques registadas entre domingo à noite e segunda-feira de manhã representam a escalada mais significativa desde o cessar-fogo de 8 de abril e ameaçam comprometer as negociações em curso entre Washington e Teerão, além de aumentarem o risco de um maior envolvimento norte-americano no conflito.

Entretanto, as Forças Armadas iranianas anunciaram a suspensão das suas operações militares, mas advertiram que poderão adotar medidas "mais severas e devastadoras" caso continuem as ações que classificam como agressões, incluindo as operações israelitas no sul do Líbano.

Do lado israelita, não foi confirmada qualquer pausa nos combates. Um responsável das Forças de Defesa de Israel indicou que o país se prepara para vários dias de confrontos.

O Irão tinha lançado no domingo uma vaga de mísseis contra Israel, em resposta a um ataque israelita no Líbano, que Teerão considerou uma violação do cessar-fogo acordado com os Estados Unidos e Israel. Segundo a Axios, Trump terá pedido a Netanyahu que evitasse uma retaliação para não comprometer o acordo que está a negociar com o Irão. Apesar desse contacto, Israel avançou com ataques contra vários alvos militares iranianos, incluindo em Teerão, levando a uma nova resposta do Irão com lançamentos de mísseis, alguns dirigidos à região de Telavive.

Fontes norte-americanas indicaram que a conversa entre Trump e Netanyahu decorreu num tom cordial, embora o líder israelita tenha rejeitado o pedido para travar a escalada. Um responsável dos EUA afirmou que Washington deixou claro que o ciclo de ataques deveria terminar e que não apoiou as operações israelitas.

Embora responsáveis norte-americanos tenham garantido que os Estados Unidos não participaram nos ataques contra o Irão, uma fonte israelita afirmou que as forças norte-americanas ajudaram a intercetar ataques iranianos dirigidos a Israel.

Apesar da retoma dos confrontos, Trump manifestou confiança na continuação das negociações com o Irão, defendendo que estas poderão avançar rapidamente, desde que não sejam travadas por "ignorância ou estupidez".

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