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Na rede social Truth Social, Trump afirmou que "baseado no facto do governo do Irão está seriamente fraturado, o que não é surpresa, e a pedido do Field Marshal Asim Munir, e do primeiro-ministro Shebaz Sharif, do Paquistão, foi-nos pedido que suspendêssemos o ataque ao Irão até que os seus líderes e representantes apresentem uma proposta unificada".

"Assim, ordenei às nossas Forças Armadas que continuem o bloqueio e, em todos os outros aspetos, permaneçam prontas e preparadas, pelo que prolongarei o cessar-fogo até que a proposta seja apresentada e as discussões sejam concluídas, de uma forma ou de outra", escreveu Trump.

Esta terça-feira, Trump já tinha admitido a retoma dos bombardeamentos ao Irão, numa altura em que o cessar-fogo de 14 dias entre Washington e Teerão se aproximava do fim, sem acordo de prolongamento à vista.

Também hoje foi anunciado que o Irão não marcará presença em Islamabad, no Paquistão, na quarta-feira, nas negociações com os EUA, avança a Tasnim no Telegram.

“O Irão anunciou finalmente hoje que, nesta situação, considera a participação nas negociações uma perda de tempo, uma vez que os Estados Unidos estão a impedir que se chegue a um acordo adequado”, pode ler-se na mensagem do Telegram da agência de notícias.

De acordo com a Tasnim, a equipa de negociações iraniana já anunciou ao lado americano, através de um intermediário paquistanês que, por diversas razões, não vai estar presente em Islamabad e que, de momento, não há perspetiva de participar nas negociações.

Segundo a agência de notícias, o Irão terá aceitado um cessar-fogo mediado pelo Paquistão e negociações baseadas numa proposta de dez pontos, alegadamente aceite pelos EUA. No entanto, Washington terá deixado de cumprir o acordo, o que levou à ausência iraniana.

“Os americanos não impuseram um cessar-fogo no Líbano a Israel, violando completamente os seus compromissos, e esta questão gerou sérios obstáculos nas negociações durante vários dias”, pode ler-se mensagem da Tasnim no Telegram.

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