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Um total de 191 pessoas foi admitido em hospitais israelitas nas últimas 24 horas com ferimentos relacionados com a guerra entre os Estados Unidos, Israel e o Irão, segundo o Ministério da Saúde de Israel.

De acordo com os dados divulgados pelas autoridades de saúde israelitas, uma das vítimas apresenta ferimentos considerados críticos e três encontram-se em estado grave. Outras duas pessoas sofreram ferimentos moderados, enquanto a maioria — 172 — foi classificada com ferimentos ligeiros. Além disso, dez pessoas foram hospitalizadas por ansiedade e três deram entrada para avaliação médica.

No total, desde o início da guerra, 2.339 pessoas foram admitidas em hospitais em Israel devido a ferimentos relacionados com o conflito. Destas, 95 continuam internadas, diz o The Guardian.

Enquanto a situação no terreno continua volátil, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a guerra poderá estar perto do fim. Segundo declarou, a operação militar está “praticamente concluída” e terá avançado mais depressa do que o esperado. Ainda assim, o líder norte-americano evitou declarar oficialmente a missão cumprida, afirmando que, apesar de os Estados Unidos já terem “ganhado de muitas maneiras”, a vitória ainda não é total.

Do lado iraniano, a posição é distinta. O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araghchi, afirmou que o país está preparado para continuar os ataques com mísseis “durante o tempo que for necessário”. O governante indicou também que eventuais negociações com Washington deixaram de estar em cima da mesa.

As tensões aumentaram ainda depois de os Guardas Revolucionários iranianos terem ameaçado bloquear o transporte de petróleo a partir do Médio Oriente caso continuem os ataques conduzidos pelos Estados Unidos e por Israel. O estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes do mundo para o transporte de petróleo, concentra cerca de um quinto do abastecimento global.

Perante esta possibilidade, Donald Trump advertiu que os Estados Unidos responderiam com força muito superior caso o Irão tentasse impedir a circulação de navios petroleiros naquela zona estratégica.

No plano militar, Israel anunciou novos ataques no centro do Irão e confirmou também bombardeamentos em Beirute, capital do Líbano. As forças israelitas têm intensificado a ofensiva contra o Hezbollah, movimento armado apoiado por Teerão.

Os ataques israelitas em território libanês já terão provocado 486 mortos desde o início de março. Entre as vítimas contam-se pelo menos 83 crianças. O conflito já obrigou cerca de 600 mil pessoas a abandonar as suas casas, levantando receios de uma crise humanitária.

Também no Iraque se registaram confrontos. Um grupo armado aliado do Irão, conhecido como Kataeb Imam Ali, afirmou que quatro dos seus combatentes foram mortos em ataques aéreos atribuídos aos Estados Unidos no norte do país.

Em paralelo, o Irão lançou novos ataques com mísseis e drones contra vários alvos na região, incluindo Israel, bases militares norte-americanas e infraestruturas energéticas no Golfo. Países vizinhos também relataram incidentes relacionados com estes ataques.

A Turquia anunciou que as defesas aéreas da NATO interceptaram um míssil balístico disparado a partir do Irão que entrou no espaço aéreo turco. Já a Arábia Saudita afirmou ter abatido dois drones sobre a sua região oriental, rica em petróleo, enquanto o Kuwait declarou ter destruído seis drones.

As autoridades iranianas afirmam que mais de 1.332 civis morreram no país desde o início dos ataques conduzidos pelos Estados Unidos e por Israel, a 28 de fevereiro. O número de feridos ascende a vários milhares, de acordo com o embaixador do Irão nas Nações Unidas.

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