O presidente americano, Donald Trump, intensificou as ameaças contra Havana e avisou que os EUA "tomarão o controlo de Cuba quase imediatamente".

Num jantar privado no Forum Club, em West Palm Beach, Trump esclareceu que esta "tomada de controlo" não acontecerá antes de ser declarada vitória no Irão e ou estabelecido um acordo para pôr fim à guerra. "Vamos terminar primeiro. Gosto de acabar o que começo", disse.

Depois disso, promete "enviar um dos porta-aviões, talvez o Abraham Lincoln, o maior do mundo [o maior é o Gerald R. Ford]. Faremos com que se aproxime, pare a 100 metros da costa, e eles [regime cubano] responderão: 'Muito obrigado, rendemo-nos!'".

Os EUA endureceram e intensificaram as sanções impostas a Cuba. Desta vez, as medidas têm como alvo "estrangeiros ou americanos" que realizem atividades que gerem receitas para a ilha.

"As políticas, práticas e ações do governo de Cuba [...] continuam a constituir uma ameaça invulgar e extraordinária, originada total ou substancialmente fora dos Estados Unidos, à segurança nacional e à política externa dos EUA". "Não visam apenas prejudicar os Estados Unidos, mas também repudiam os valores morais e políticos das sociedades livres e democráticas”, lê-se na nota assinada por Trump.

O ministro dos Negócios Estrangeiros de Cuba, Bruno Rodríguez, respondeu este sábado: "Não nos deixaremos intimidar". Para o responsável, a "nova, clara e directa ameaça de agressão militar eleva o ataque a Cuba para níveis perigosos, sem outro pretexto que não o desejo de apaziguar pequenas elites que lhe prometem lealdade eleitoral e financeira".

Enquanto Trump se gaba, uma investigação da CNN Internacional revela agora que o Irão e as forças aliadas estão a causar danos significativos em diversas bases militares dos Estados Unidos no Médio Oriente. Segundo o levantamento, baseado em imagens de satélite e fontes militares, pelo menos 16 instalações norte-americanas foram já atingidas em oito países.

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