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Numa mensagem publicada na sua rede social, Truth Social, Trump classificou a decisão britânica como um ato de “fraqueza total” e de “grande estupidez”, afirmando que Londres está a ceder território “sem qualquer razão”. O presidente norte-americano alertou ainda que potências como a China e a Rússia terão tomado nota do que considera ser uma atitude errada por parte de um aliado da NATO.
Segundo Trump, estas potências “apenas reconhecem força”, defendendo que os Estados Unidos são hoje “respeitados como nunca antes” sob a sua liderança. O chefe de Estado norte-americano foi mais longe ao ligar diretamente o acordo das Chagos à sua insistência na necessidade de os EUA adquirirem a Gronelândia, território autónomo dinamarquês.
“O Reino Unido a oferecer terras extremamente importantes é mais uma razão, do ponto de vista da segurança nacional, para que a Gronelândia tenha de ser adquirida”, escreveu Trump, apelando à Dinamarca e aos seus aliados europeus para que “façam a coisa certa”.
As declarações contrastam com a posição assumida pelo próprio Trump no ano passado, quando indicou estar disposto a apoiar o acordo entre Londres e Port Louis para a transferência de soberania das ilhas Chagos, mantendo porém a presença militar norte-americana em Diego Garcia através de um regime de arrendamento de longo prazo.
O acordo das Chagos tem sido negociado após decisões judiciais internacionais que consideraram ilegal a separação do arquipélago das Maurícias pelo Reino Unido no período colonial. Londres tem defendido que o entendimento salvaguarda os interesses de segurança dos Estados Unidos e do Reino Unido, ao mesmo tempo que resolve um contencioso histórico com a Maurícia.
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