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Na decisão, o juiz distrital federal Christopher Cooper concluiu que a mudança do nome do centro cultural para "Trump-Kennedy Center" violava claramente a legislação federal que criou a instituição. Segundo a lei, o edifício deve homenagear exclusivamente o antigo presidente norte-americano John F. Kennedy, não havendo base legal para associar oficialmente o nome de Trump ao memorial, diz o Politico.
O juiz ordenou que a instituição retomasse a sua designação original, revertendo a alteração introduzida em dezembro de 2025, quando foi instalada uma nova inscrição na fachada do edifício com o nome de Trump.
A decisão representa um revés significativo para Donald Trump, que tinha assumido pessoalmente a liderança do projeto de remodelação e rebranding do centro. Durante o processo judicial, responsáveis do Kennedy Center testemunharam que Trump se envolveu diretamente em vários aspetos do redesenho do complexo, incluindo detalhes da decoração interior, do mobiliário, das colunas ornamentais e até de elementos estruturais exteriores.
O tribunal também anulou o plano anunciado em março para fechar o Kennedy Center durante dois anos para obras. Christopher Cooper considerou que o conselho de administração tomou a decisão com base numa apresentação de informação incompleta e sem analisar devidamente as suas obrigações legais enquanto instituição cultural e memorial presidencial. No entanto, o juiz esclareceu que obras de renovação podem avançar e que um eventual encerramento futuro poderá ser legal, desde que o conselho seja adequadamente consultado e o processo cumpra os requisitos legais.
Poucas horas após a decisão, Trump anunciou nas redes sociais que abandonaria os planos de remodelação do Kennedy Center e que iria pedir ao seu governo para transferir a supervisão da instituição para o Congresso.
A ação judicial foi apresentada pela congressista democrata Joyce Beatty, que integra o conselho do Kennedy Center por inerência das suas funções. Beatty argumentou que a administração Trump tinha contornado ilegalmente os membros do conselho ao avançar com os planos de encerramento e remodelação sem lhes permitir uma votação adequada.
O Departamento de Justiça defendeu durante o processo que a designação "Trump-Kennedy Center" era apenas uma alcunha informal. Contudo, o juiz rejeitou esse argumento, citando declarações públicas da secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, que descreviam explicitamente a iniciativa como uma "renomeação" oficial do centro.
O mesmo juiz já tinha recusado um pedido de uma organização de preservação patrimonial que pretendia obrigar o Kennedy Center a consultar entidades externas antes de realizar as obras previstas, considerando que o projeto atualmente em cima da mesa não exige esse tipo de procedimento.
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