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"Com base no facto de as discussões com a República Islâmica do Irão terem sido levadas ao mais alto nível da liderança iraniana e aprovadas, cancelei os ataques e bombardeamentos programados contra o Irão esta noite", disse Trump na sua rede social Truth Social.

"As discussões e os últimos pontos foram, tanto em conceito como em grande detalhe, aprovados por todas as partes envolvidas, incluindo os Estados Unidos, Israel, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar, Turquia, Paquistão, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Egito e outros", algo que o Irão desmentiu pouco depois. Trump acrescentou ainda que a data e o local da assinatura do acordo serão anunciados em breve.

Este cancelamento surge após Trump ter indicado que os Estados Unidos iriam lançar um ataque "muito forte esta noite" contra o Irão, tendo na altura apresentado uma justificação para a ofensiva de que o ataque surgiria na sequência de confrontos e alegados ataques iranianos a um helicóptero Apache norte-americano no Estreito de Hormuz, um incidente que Washington afirma ter dado o “direito” de retaliar.

Além dos ataques, o republicano ameaçou tomar "num futuro não muito distante" a "ilha de Kharg e outros pontos de infraestrutura petrolífera, assumindo o controlo total dos seus mercados de petróleo e gás", tal como fez na Venezuela e que está, segundo Trump, "a funcionar brilhantemente" tanto para Caracas como para Washington.

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