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Donald Trump assinou na quinta-feira uma ordem executiva destinada a travar qualquer legislação que limite a inteligência artificial (IA) e a impedir que os estados regulem esta tecnologia em rápido crescimento. A ordem estabelece também uma task-force federal cuja “única responsabilidade” será contestar leis estaduais sobre IA, diz o The Guardian.

Este movimento revive um esforço anterior dos republicanos para impor uma moratória de dez anos às leis estaduais sobre IA, incluída na proposta do "One Big Beautiful Bill Act", que falhou após oposição bipartidária e conflitos internos no partido. O Senado votou 99-1 para remover essa proibição da legislação. Ao contrário dessa iniciativa, a ordem executiva não tem força de lei.

A ordem intitulada “Garantir uma estrutura de política nacional para a inteligência artificial” é vista como uma vitória para Silicon Valley e para empresas de IA que pressionam contra a regulamentação da tecnologia, alegando que um conjunto desorganizado de leis estaduais criaria burocracia desnecessária.

Contudo, nem as empresas nem a administração Trump apresentaram propostas abrangentes para regular os impactos sociais, ambientais ou políticos da IA, mantendo apenas a regulação federal, considerada menos rigorosa do que a de alguns estados.

A ordem tem sido criticada por líderes estaduais e grupos de defesa de direitos civis, que alertam que a medida aumenta o poder das empresas de Silicon Valley e expõe crianças e grupos vulneráveis aos riscos de chatbots, vigilância e controlo algorítmico.

Trump justifica a necessidade de regulamentação abrangente da IA tanto como essencial para o desenvolvimento tecnológico como meio de evitar a infiltração de ideologias de esquerda na IA generativa, uma preocupação comum entre líderes tecnológicos conservadores como Elon Musk.

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