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Trump afirmou nas suas redes sociais que os Estados Unidos lançarão um ataque "muito forte esta noite" contra o Irão, uma expressão que tem sido repetida em múltiplos avisos nas últimas horas. O presidente norte-americano baseou a justificação para a ofensiva na sequência de confrontos e alegados ataques iranianos a um helicóptero Apache norte-americano no Estreito de Hormuz, um incidente que Washington afirma ter dado o “direito” de retaliar.

Numa mensagem publicada na sua plataforma Truth Social, Trump foi além da ameaça imediata de ataque, assegurando que os Estados Unidos vão “assumir o controlo” da ilha de Kharg, um importante centro de exportação de petróleo iraniano responsável por cerca de 90% do crude que o país exporta. O presidente norte-americano indicou ainda que Washington pretende em algum momento “não muito distante” capturar outros pontos estratégicos de infraestrutura petrolífera e gasista, com o objetivo de “assumir o controlo total dos mercados de petróleo e gás do Irão”, uma comparação que fez com a intervenção norte-americana na Venezuela.

A ilha de Kharg é considerada um dos alvos mais sensíveis do arsenal económico iraniano, devido à sua importância na exportação de petróleo e à sua localização estratégica no Golfo Pérsico. A intenção declarada de tomar o controlo destas instalações marcou uma escalada significativa, com repercussões imediatas nos mercados energéticos e tensões diplomáticas em vários países.

A ameaça de novos ataques surge num contexto de confrontos em curso na região, depois de confrontos aéreos e de um aparente fim do cessar-fogo que estava em vigor desde abril, com relatos de reacções iranianas a alvos norte-americanos nos Kuwait, Bahrain e Jordânia, numa cadeia de ataques e contra-ataques que minou os esforços de paz.

Apesar das repetidas ameaças de Trump, incluindo indicações de que os Estados Unidos poderão retomar ataques a infraestruturas civis caso um acordo de paz não seja assinado, o Governo iraniano ainda não fez uma declaração oficial imediata às últimas afirmações sobre a ilha de Kharg e o controlo petrolífero. No entanto, fontes regionais e internacionais apontam que Teerão considera estas declarações como parte de uma tentativa de pressão máxima para forçar uma assinatura de um acordo de cessar-fogo.

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