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Ao iniciar o seu discurso no Fórum Económico Mundial, Donald Trump destacou aquilo que considera as principais conquistas da sua administração ao longo dos últimos 12 meses, com um forte foco na economia dos Estados Unidos. Trump afirmou que a economia norte‑americana está em expansão e prometeu um crescimento “como nenhum país viu”, sustentado por vários indicadores positivos. “A inflação foi derrotada”, declarou, sublinhando o desempenho macroeconómico do país.
Perante uma sala repleta de líderes políticos e económicos, o Presidente norte‑americano procurou ainda traçar um contraste com a situação europeia. “Eu adoro a Europa e quero ver a Europa prosperar, mas não está a ir na direção certa”, afirmou, sem especificar em detalhe os aspetos ou políticas que, na sua opinião, estão a desviar o continente dessa rota.
Trump voltou a criticar as chamadas “políticas verdes”, alegando que as medidas ambientais introduzidas sob a liderança anterior, do Presidente Joe Biden, teriam contribuído para custos mais elevados de energia. O governante afirmou que, sob a sua administração, a produção de petróleo e gás nos EUA aumentou.
Numa parte do discurso, Trump abordou também um acordo em torno do petróleo venezuelano, afirmando que os Estados Unidos tinham recebido até 50 milhões de barris de petróleo da Venezuela e que estes estariam a ser transportados para solo norte‑americano. O Presidente sugeriu ainda que, após um “ataque” às estruturas do regime anterior em Caracas, alusivo à operação que resultou na captura do então presidente Nicolás Maduro, “mais países deveriam fazer o mesmo”.
O tema da Gronelândia voltou a marcar presença no discurso. Trump disse ter “tremendo respeito” pelo povo da Gronelândia e pela Dinamarca, e afirmou que ia deixar o assunto “fora do discurso”, mas tem sido interpretado de forma negativa pelo público europeu.
Descrevendo o território como um país “vasto, quase desabitado e sem qualquer defesa”, Trump afirmou que é necessário que os EUA, e os seus aliados, assegurem a sua posição de defesa nacional. “Procuro negociações imediatas para adquirir a Gronelândia”, disse, lembrando que há cerca de dois séculos que vários presidentes norte‑americanos tentam integrar o território sob soberania dos Estados Unidos.
Trump abordou ainda o papel da NATO e da posição norte‑americana na defesa europeia, destacando que alguns aliados têm investido mais em capacidades militares. O presidente afirmou que, embora os EUA fossem “incontornáveis” caso optassem por usar força, não tem qualquer intenção de recorrer a medidas militares: “Não tenho de usar força, não quero usar força, não vou usar força”, frisou, reafirmando que a diplomacia continua a ser a prioridade em matéria de segurança global.
Quanto à guerra na Ucrânia, Trump afirmou que os Estados Unidos estarão ao lado da NATO para ajudar a pôr fim ao conflito, insistindo que este deve ser interrompido devido ao elevado número de vítimas. “Eles têm de parar essa guerra, porque demasiadas pessoas estão a morrer, morrerem desnecessariamente”, disse, acrescentando que tanto o presidente russo, Vladimir Putin, como o líder ucraniano, Volodymyr Zelensky, “querem chegar a um acordo”.
Trump garantiu que os Estados Unidos irão apoiar a aliança atlântica a 100%, mas expressou incertezas sobre se os aliados europeus retribuirão esse compromisso: “Os EUA vão estar lá para a NATO, mas não sei se os aliados vão dar o mesmo”, afirmou.
O Presidente reiterou ainda o seu desejo de ver a questão da Gronelândia, descrevendo como "um pedação de gelo" resolvida de forma que agrade tanto os EUA como a NATO.
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