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Em declarações à CNBC, Trump rejeitou prolongar a trégua, salientando que "espera voltar a bombardear" o Irão, justificando a posição com o que considera ser uma vantagem estratégica. "Estamos prontos. Os militares estão desejosos de avançar", disse.

As declarações surgem no mesmo dia em que Trump publicou na sua rede Truth Social acusações de que o Irão terá "violado o cessar-fogo várias vezes", argumento que poderá enquadrar uma eventual retoma de ataques.

Apesar da retórica dura, a administração norte-americana mantém simultaneamente canais diplomáticos abertos. Estava prevista uma nova ronda de negociações em Islamabad entre o vice-presidente JD Vance e o presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, embora a presença de Vance na capital paquistanesa tenha sido posta em dúvida após ter sido visto na Casa Branca.

Do lado iraniano, as autoridades rejeitam qualquer pressão externa. Ghalibaf afirmou na rede X que "não aceitamos negociações sob ameaça", enquanto responsáveis militares iranianos alertaram para uma “resposta imediata e decisiva” caso as hostilidades sejam retomadas.

O clima de tensão tem vindo a agravar-se ao longo dos últimos dias, com mensagens contraditórias da administração norte-americana, alternando entre sinais de possível acordo e ameaças de escalada militar. O secretário da Defesa, Pete Hegseth, chegou mesmo a afirmar recentemente que os EUA estão "prontos para destruir completamente a rede energética iraniana".

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