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Em entrevista à Fox News, Donald Trump afirmou ter informações de que o Governo iraniano está "muito interessado em conversar", acrescentando que a abertura de um canal diplomático é uma hipótese em cima da mesa, embora sem assumir um compromisso imediato. "É possível. Depende dos termos”, declarou, referindo ainda que Washington “já não precisa necessariamente de falar", mas sem excluir contactos com responsáveis iranianos.

O presidente norte-americano defendeu a operação militar conjunta com Israel, sustentando que a ofensiva "superou largamente as expectativas" e permitiu destruir cerca de 50% do arsenal de mísseis do Irão. Trump justificou a decisão de atacar preventivamente, alegando que, se os Estados Unidos tivessem aguardado mais alguns dias, poderiam ter sido alvo de um ataque iraniano.

Trump reiterou também a convicção de Washington de que Teerão estava próximo de obter armamento nuclear, citando informações transmitidas pelo enviado especial Steve Witkoff e pelo conselheiro Jared Kushner. Segundo essas avaliações, o Irão disporia de urânio enriquecido suficiente para fabricar até 11 bombas nucleares.

As autoridades iranianas rejeitam a acusação de estarem a desenvolver armas nucleares, posição que é igualmente sustentada pela Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), a qual afirma não existirem provas de um programa nuclear militar ativo.

Na mesma entrevista, Trump criticou ainda a eleição de Mujtaba Khamenei como novo líder supremo do Irão, após a morte do pai, Ali Khamenei, durante os bombardeamentos conduzidos por forças norte-americanas e israelitas.

Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro uma operação militar contra o Irão, que respondeu com ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas na região, incluindo na Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Foram igualmente registados incidentes com projéteis iranianos em Chipre e na Turquia.

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