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Donald Trump reiterou, esta terça-feira, que a Gronelândia deveria estar sob controlo dos Estados Unidos, renovando uma posição que, nos últimos meses, tem provocado fricções diplomáticas com a Dinamarca e alimentado divergências entre aliados da NATO.

As declarações foram feitas durante um encontro com o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdoğan, em Ancara, onde decorre a reunião de líderes da Aliança Atlântica (NATO).

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"A Gronelândia deve ser controlada pelos Estados Unidos, não pela Dinamarca", afirmou Trump aos jornalistas.

A posição do chefe de Estado norte-americano não é nova. Desde o primeiro mandato que defende a aquisição ou o controlo da ilha ártica, território autónomo do Reino da Dinamarca, argumentando que a sua localização é estratégica para a segurança dos Estados Unidos.

Poucas horas depois, a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, respondeu às declarações de Trump, sublinhando que espera que os aliados respeitem a soberania do Reino da Dinamarca.
"É bem conhecida a posição dos Estados Unidos de que pretendem possuir e assumir o controlo da Gronelândia. Espero que seja igualmente claro para todos que isso não vai acontecer", afirmou, acrescentando que não estava prevista qualquer discussão em Ancara sobre o Alto Norte, o Ártico ou a Gronelândia.

Também o primeiro-ministro da Gronelândia, Múte Egede, reagiu através das redes sociais, onde defende que o futuro do território deve ser decidido exclusivamente pelos seus habitantes.
"Sempre foi assim. E será sempre assim", escreveu, acrescentando que a Gronelândia pretende manter uma cooperação estreita com os aliados internacionais.

Trump insistiu ainda que o diferendo em torno da Gronelândia prejudicou as relações entre Washington e a NATO. Segundo o presidente norte-americano, a Dinamarca não investe o suficiente na defesa e no desenvolvimento do território, apesar da sua importância estratégica.
"A Gronelândia é uma parte importante para os Estados Unidos. Está rodeada por navios chineses e russos, e isso não pode acontecer", afirmou, acrescentando que Copenhaga recusou as pretensões norte-americanas apesar do apoio prestado pelos Estados Unidos à Dinamarca face à ameaça russa.

Entretanto, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, afirmou em junho que Washington mantém contatos regulares, numa base mensal, com a Dinamarca e com as autoridades gronelandesas sobre este e outros temas relacionados com a cooperação no Ártico.

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