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O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou este sábado a morte de Héctor Rusthenford Guerrero Flores, conhecido como "Niño Guerrero", líder da organização criminosa venezuelana Tren de Aragua. O ataque aéreo foi realizado pelo Comando Sul norte-americano em coordenação com as autoridades venezuelanas.

Donald Trump revelou que a operação foi realizada por ordem direta da Casa Branca e teve como alvo o principal líder do Tren de Aragua, grupo que Washington classificou como organização terrorista estrangeira.

"Por minha orientação, o Comando Sul dos Estados Unidos realizou um ataque rápido e letal que eliminou com sucesso Niño Guerrero", escreveu o presidente norte-americano na rede social Truth Social.

Trump divulgou ainda imagens que alegadamente mostram o momento do ataque, nas quais é visível a explosão de um edifício. O chefe de Estado sublinhou que a operação foi "coordenada de perto com os nossos amigos na Venezuela", destacando a cooperação entre os dois países.

As autoridades venezuelanas confirmaram a morte de Guerrero Flores e classificaram a ação como uma "operação conjunta", indicando que ocorreram confrontos com membros da organização criminosa durante a intervenção.

Conhecido como "Niño Guerrero", Héctor Rusthenford Guerrero Flores liderava há vários anos o Tren de Aragua, uma organização que nasceu no sistema prisional venezuelano e que se expandiu para vários países da América Latina, incluindo Colômbia, Equador, Peru e Chile. Sob a sua liderança, o grupo diversificou as suas atividades, passando da extorsão de migrantes para crimes como tráfico de seres humanos, raptos e homicídios por encomenda.

Segundo o Departamento de Estado norte-americano, foi "Niño Guerrero" quem transformou um gangue prisional numa organização criminosa transnacional. Os EUA tinham oferecido uma recompensa de milhões de dólares por informações que levassem à sua captura.

A trajetória do líder criminoso ficou também marcada por várias fugas da prisão. Depois de escapar em 2012 mediante o suborno de um guarda prisional, foi recapturado em 2013. Após regressar à prisão de Tocorón, no estado venezuelano de Aragua, transformou o estabelecimento num complexo com restaurantes, discoteca, piscina, casas de apostas e até um jardim zoológico.

Em setembro de 2023, uma operação com cerca de 11 mil militares venezuelanos recuperou o controlo da prisão de Tocorón, mas Guerrero conseguiu fugir novamente e permaneceu foragido até à operação agora anunciada.

A morte de Niño Guerrero ocorre meses depois de os Estados Unidos terem acusado o então presidente venezuelano, Nicolás Maduro, de colaborar com o Tren de Aragua. Desde então, Washington tem procurado estreitar relações com a nova liderança venezuelana, liderada por Delcy Rodríguez.

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