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A tripulação da missão Artemis II, da NASA, entrou na chamada “esfera de influência” da Lua, um ponto no espaço onde a força gravitacional do satélite natural se torna mais intensa do que a da Terra, diz o The Guardian.

De acordo com os dados divulgados, a transição ocorreu quatro dias, seis horas e dois minutos após o início da missão, quando a cápsula Orion se encontrava a cerca de 62.800 quilómetros da Lua e a aproximadamente 373.400 quilómetros da Terra. Este momento marca um avanço significativo na jornada, sendo o próximo grande objetivo o sobrevoo do lado oculto da Lua, previsto para acontecer ainda esta segunda-feira.

A missão Artemis II é a primeira a enviar astronautas em direcção à Lua em mais de meio século, retomando o caminho iniciado pelo programa Apollo, cuja última missão tripulada ocorreu em 1972. Desta vez, a abordagem será diferente: enquanto as missões Apollo sobrevoavam a superfície lunar a cerca de 70 milhas de altitude, a Artemis II deverá aproximar-se até pouco mais de 4.000 milhas, permitindo uma visão completa e esférica da Lua, incluindo regiões próximas dos polos.

O sobrevoo lunar terá uma duração aproximada de seis horas. Durante este período, os astronautas irão observar a superfície lunar a olho nu e com recurso a câmaras a bordo. A missão promete oferecer vistas inéditas do lado mais distante da Lua, áreas que foram difíceis ou impossíveis de observar para os 24 astronautas das missões Apollo.

No entanto, esta fase da missão incluirá também um período de blackout nas comunicações. Quando a cápsula Orion passar atrás da Lua, os sinais de rádio serão bloqueados pela superfície lunar, interrompendo temporariamente o contacto com a Deep Space Network durante cerca de 40 minutos.

A equipa é composta pelos astronautas norte-americanos Christina Koch, Reid Wiseman e Victor Glover, bem como pelo canadiano Jeremy Hansen. Caso tudo decorra como previsto, poderão estabelecer um novo recorde ao afastarem-se mais da Terra do que qualquer ser humano até hoje.

Até ao momento, a missão já proporcionou observações inéditas. Numa imagem captada nas primeiras horas de domingo, é visível a bacia Orientale — uma enorme cratera lunar, por vezes apelidada de “Grand Canyon” da Lua. Embora já tenha sido fotografada por sondas orbitais, esta é a primeira vez que toda a estrutura é observada diretamente por olhos humanos.

Durante o quinto dia da missão, os astronautas realizaram várias atividades técnicas, incluindo uma demonstração de pilotagem manual e a revisão detalhada do plano de sobrevoo lunar. Paralelamente, a NASA tem concentrado esforços na recolha de dados sobre os sistemas de suporte de vida da cápsula Orion, uma vez que esta é a primeira vez que humanos viajam neste tipo de nave.

Os astronautas testaram ainda os seus fatos de sobrevivência, utilizados em fases críticas como a descolagem, reentrada ou em situações de emergência, como a despressurização da cabine.

Apesar de não estarem previstos pousos na superfície lunar nesta missão, os responsáveis sublinham a sua importância para o futuro da exploração espacial. Os dados recolhidos serão fundamentais para preparar missões seguintes, incluindo a Artemis III, planeada para 2027, e a Artemis IV, que deverá incluir uma aterragem na Lua em 2028.

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