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As condenações variam entre três anos e nove anos e seis meses, sendo que a decisão de não suspender algumas penas abaixo dos cinco anos se deve ao facto de os crimes de tráfico de pessoas e auxílio à imigração ilegal representarem uma “grande revolta na sociedade”, segundo os juízes, que esperam que as sentenças sirvam de aviso.
A pena mais pesada recaiu sobre Elvis, proprietário das casas onde os trabalhadores imigrantes eram alojados. O homem agia em conjunto com os restantes arguidos para recrutar estrangeiros sem documentos, forçando-os a trabalhar em Portugal e a viver em residências sobrelotadas e sem condições mínimas. Os trabalhadores dormiam amontoados e cumpriam jornadas exaustivas.
A rede criminosa, identificada na operação “Safra Justa”, controlava cerca de 500 trabalhadores estrangeiros no Alentejo desde 2023. A operação resultou na detenção de 17 pessoas, incluindo 11 elementos das forças de segurança de Beja — 10 militares da GNR e um da PSP — e seis civis, com idades entre os 26 e os 60 anos.
De acordo com o Ministério Público, os suspeitos obrigavam as vítimas a trabalhar longas horas por salários abaixo do valor de mercado, sem contrato, e faziam-nas acreditar que não poderiam denunciar os abusos.
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